domingo, 10 de fevereiro de 2019

Dentro da Distopia de Alta Tecnologia da China



Na parte três da Hello World-Shenzhen, Ashlee Vance, da Bloomberg Businessweek, se dirige a uma cidade onde você não pode usar dinheiro ou cartões de crédito, apenas seu smartphone. 

Onde o software de reconhecimento facial da IA identifica instantaneamente as pessoas e onde, pelo menos uma fábrica, mal precisa de humanos. 

Esta é a sociedade que o governo da China e as principais empresas de tecnologia estão correndo para tornar realidade, com pouco tempo para questionar quais avanços são positivos para o restante de nós.

Legenda em Português [10/02/2019]:
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[Música]
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Não há como contestar que Schengen 
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tornou-se um dos lugares mais importantes
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no mundo da tecnologia. Em nenhum outro lugar 
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há tão potente combinação de tecnologia
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quanto baixos custos de fabricação e pura
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velocidade. Mas vai mais longe do que isso.
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Viver em Shenzhen é, em muitos aspectos, como
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viver no futuro.
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Mas não necessariamente um futuro utópico.
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É mais como o outro tipo. Considere Zoiy.
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Zoiy opera uma fábrica muito parecida com qualquer
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outra, em Shenzhen. Eles fazem smartphones
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baratos e outros aparelhos eletrônicos.
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Como outros fabricantes mais importantes, eles
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construiram um complexo onde os trabalhadores podem viver
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ao lado da linha de trabalho da fábrica.
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Dia e noite, por um par de anos
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e esperançosamente comprar uma vida melhor para
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suas famílias, ao voltar para casa.
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As fábricas aqui são limpas e o
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trabalho é preciso. Mas as coisas estão mudando
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rapidamente, de uma forma que não favorece o
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homem e mulher comuns.  Todo o resto
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dessas linhas são operadas por cerca de 80 pessoas.
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Mas aqui já existem novas máquinas
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tornando-se disponíveis, que vão construir um
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smartphone. E o objetivo final de algo
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assim é obter a maior qualidade do
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produto e reduzindo os custos em relação ao
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trabalho ocidental. E, finalmente, mater a China
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como o centro de fabricação do mundo.
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E afastar a concorrência por baixos preços para
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lugares como o Sudeste Asiático. A fábrica
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do futuro se parece com isso. É um 
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do circuito fechado fora onde os robôs 
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passam componentes entre si.
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E produtos acabados saem no final.
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Todos esses trabalhadores foram substituídos por
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um único inspetor no final. É um forte
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Sinal de que o futuro de Shenzhen é menos
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para esses caras.
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E mais para esses caras. Sallie, realmente,
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constrói essas máquinas de automação, por si só.
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Atrás de mim estão alguns dos melhores e mais brilhantes
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engenheiros  da China. Trabalhando duro,
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construindo as máquinas que você vê no
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piso hoje.
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E as que estarão chegando amanhã.
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Que irão automatizar todo a
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fábrica. Em nenhum outro lugar vai se enfrentar mais
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turbulência do que em Shenzhen. Conforme os robôs 
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cheguem e enviem milhões de trabalhadores para o
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desemprego.
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Mas não é só a classe trabalhadora
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que está enfrentando um futuro sombrio. Há
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inovações distópicas que parecem tocar
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cada faceta da vida aqui. Eu vivi um
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exemplo disso ao tentar me
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reidratar, depois de algumas investigações. Eu
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descobri o que está acontecendo aqui. E tem
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relação com essas coisas: QR codes. Você
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conhece a história de você digitalizar o código e
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algo aparecer em seu telefone. Algo 
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como uma promoção ou desconto. A América
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ria dessas coisas, anos atrás. Mas
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aqui, operar toda a economia em dinheiro
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e cartões de crédito é história (passado).
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Em vez disso, você digitaliza códigos QR para pagar
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tudo:
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restaurantes, mantimentos e até arte de rua!
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Na superfície tudo isso é bom. É o
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fácil e conveniente sistema de pagamento Mobile (celular) 
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do futuro. Mas há também um lado negro.
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O governo chinês pode vasculhar os
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dois sistemas de pagamento dominantes - Ali pay e
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WeChat - como bem entender! Ele já
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começou a acompanhar o comportamento como parte de um
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plano de classificar os cidadãos e medir quão
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bons e obedientes eles são.
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A revolução tecnológica pode ter trazido
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prosperidade para Shenzhen, mas também 
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trouxe mais e mais insidiosas
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intrusões na vida das pessoas. Para cavar
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mais profundo na vida, sob as profundezas da sociedade 
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chinêsa, eu reuni uma equipe de
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estrangeiros extraordinários que trabalham em
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startups de tecnologia, em Shenzhen. Espero que umas
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poucas cervejas vão incentivá-los a se abrir
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sobre seus 'crimes de pensamento'. Vivendo em um
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país comunista, muito rigidamente regulamentado.
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- O que te incomoda? Ou do que você não gosta?
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O que eu presumia, pelo menos antes 
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de eu vir da Austrália, era como 
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mover-se para uma espécie de
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estado militarizado de coisas. Como
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as coisas vão ser muito intensas. Mas
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conforme você toma uma cerveja, enquanto eu ando pela
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estrada, caminho no parque... Bem você sabe:
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fazer isso, de volta ao meu lar, a Austrália,
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direto para a casa de chopp, depois
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jogar spikeball na grama.... Então, sim. Então
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de repente, os policiais vem parar vocês.
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Caras, vocês atravessaram fora da faixa e foram pegos pelo 
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reconhecimento facial. Isso me aconteceu. Então eu estava
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atravessando fora da faixa, em Nanshan. E de repente eu
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tinho uma multa no meu WeChat. Foi em torno
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de 20 segundos depois, eu creio.
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20 segundos depois eu tive o dinheiro
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sacado de minha conta. E
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isso é só para dizer - 
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sacado de minha conta
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Eu nunca havia autorizado isso. Isso é loucura.
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Isso é verdade.
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Tente atravessar fora da faixa, em certas partes de
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Schengen. e o reconhecimento facial 
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do governo vai manchar você.
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Há até mesmo um conselho de vergonha, mostrando
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os rostos dos infratores recentes. Eu estou
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surpreso e muito, muito preocupado que
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eles têm o seu rosto no sistema de
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reconhecimento facial. Bem, eles tem
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os pensamentos de todo mundo. Quando você 'cruza a linha'
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eles pegam aquela imagem, exatamente, yeah.
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Então, está tudo no sistema. Eles sabem onde você está.
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Carrie, fica ainda mais assustador. Porque o grande
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irmão também está assistindo o que você faz, online.
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A maioria dos sites que conhecemos e amamos
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são bloqueados, na China. Substituídos por
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equivalentes chineses que o governo
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pode monitorar. Uma espécie de Universo Espelho
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da Internet
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Eu pedi à minha amiga Diane, uma nativa de 
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Shenzhen para me ajudar a entender.
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De forma adequada ela me levou a esse
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restaurante com equipe inteiramente robótica.
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Isso é alguma galinha de aparência rude? É galinha?
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Mmmm..  comida de robô. Eu gostaria de sua ajuda
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com uma coisa. Então, se eu listar uma
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empresa dos EUA, de tecnologia, você pode 
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diga-me o equivalente chinês? Vamos fazer
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algumas? Então a Google seria...Baidu. Amazon é como...
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tanto JD, quanto Taobao, ambas. Ok. E, humm, e 
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YouTube? Ah! Youku..
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Facebook? Para Facebook nós temos WeChat...Yeah! 
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Sim, sim, você se sente como se estivesse em um
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universo diferente. Todas coisas online são uma tão 
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grande parte de todas as nossas vidas. E parece...
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como se a China criasse seu próprio mundo.
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Sim, isso é definitivamente assim, mas
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como, eu disse, para o Instagram, eu estava
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surpresa ao ver mesmo, quando o Instagram
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foi banido da China, mas todos os jovens
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ainda estavam lá. Eles ainda acessam? Sim.
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Acontece que ainda é possível acessar a amada
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Internet livre, aqui, Através do que é
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chamado de VPN: uma conexão alternativa
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de internet que ignora os bloqueios do
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governo. E você não ficará em apuros se
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eles vêem que você está na VPN todo o 
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tempo?
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Para uso pessoal eu não acho que seja um grande problema.
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O futuro será interessante. Ver como os 
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mundos diferentes estarão
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colaborando, juntos. Sim. E
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definitivamente a geração jovem - eles
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não são apenas, oh! estou satisfeito
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apenas por 'ficar dentro' Ok, sim,
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Eles são mais curiosos.
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Eu vim para Shenzhen na esperança de encontrar algum
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tipo de verdade fundamental. Uma imagem clara de
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o que a crescente habilidade tecnológica da China
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significa para o resto de nós. Sinceramente, 
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estou tão confuso como sempre. A cidade está cheia
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de desejos, de energia e criatividade. Mas,
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exatamente, como essas características serão canalizadas,
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nos próximos anos,
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continua a ser uma questão em aberto. Minha esperança é que
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as melhores partes da nossa natureza humana tenham uma
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chance de prosperar. E que 1984 possa esperar
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mais algumas décadas para chegar. E nessa
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nota, eu deixo você com este cão de painel
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porque é obviamente bom, puro e
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muito feliz
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[Música]
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obrigado por assistir e se você quiser
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quinta-feira, 31 de janeiro de 2019

Este algoritmo navega na Wikipédia para auto geração de livros - MIT Technology Review



Aprendizado de Máquina - O Guia Completo é um tomo pesado. Em mais de 6.000 páginas, este livro é uma introdução abrangente ao aprendizado de máquina, com capítulos atualizados sobre redes neurais artificiais, algoritmos genéticos e visão de máquina.


Mas esta não é uma publicação comum. É um Wikibook, um livro que qualquer pessoa pode acessar ou editar, composto de artigos na Wikipedia, a vasta enciclopédia on-line.

Isso é uma força. Informações de crowdsourcing são constantemente atualizadas com todos os avanços mais recentes e consistentemente editadas para corrigir erros e ambigüidades.

Mas também é uma fraqueza. A Wikipedia é vasta. Decidir o que incluir em tal livro-texto é uma tarefa difícil, e talvez por isso o livro seja tão grande. Com mais de 550 capítulos, não é leitura leve.


Isso levanta uma questão interessante. Dados os avanços da inteligência artificial nos últimos anos, existe uma maneira de editar automaticamente o conteúdo da Wikipédia de modo a criar um todo coerente que seja útil como livro didático? 

Aí temos Shahar Admati e seus colegas, na Universidade Ben-Gurion, do Negev, em Israel. Esses caras desenvolveram uma maneira de gerar automaticamente Wikilivros usando aprendizado de máquina. Eles chamam sua máquina de bot do Wikibook. “A novidade de nossa técnica é que ela visa gerar um Wikilivro inteiro, sem envolvimento humano”, dizem eles.

A abordagem é relativamente simples. Os pesquisadores começaram identificando um conjunto de Wikilivros existentes que podem atuar como um conjunto de dados de treinamento. Eles começaram com 6.700 Wikilivros incluídos em um conjunto de dados disponibilizado pela Wikipedia para este tipo de estudo acadêmico.

Como esses Wikilivros formam uma espécie de padrão ouro tanto para treinamento quanto para testes, a equipe precisava de uma maneira de garantir sua qualidade. "Escolhemos nos concentrar nos Wikilivros que foram vistos pelo menos mil vezes, com base na suposição de que os Wikilivros populares são de qualidade razoável", dizem eles.

Isso deixou 490 Wikilivros que eles filtraram ainda mais, com base em fatores como ter mais de 10 capítulos. Isso deixou 407 Wikibooks que a equipe usou para treinar suas máquinas.

A equipe então dividiu a tarefa de criar um Wikibook em várias partes, cada uma delas requer uma habilidade de aprendizado de máquina diferente. A tarefa começa com um título gerado por um ser humano, descrevendo um conceito de algum tipo, como Aprendizado de Máquina - O Guia Completo.

A primeira tarefa é classificar todo o conjunto de artigos da Wikipedia para determinar quais são relevantes o suficiente para incluir. “Essa tarefa é desafiadora devido ao grande volume de artigos que existem na Wikipedia e à necessidade de selecionar os artigos mais relevantes entre milhões de artigos disponíveis”, dizem Admati e colaboradores.

Para ajudar nessa tarefa, a equipe usou a estrutura de rede da Wikipedia - os artigos geralmente apontam para outros artigos usando hiperlinks. É razoável supor que o artigo vinculado provavelmente seja relevante.

Então eles começaram com um pequeno núcleo de artigos que mencionam o conceito de semente no título. Eles então identificaram todos os artigos que estão a três saltos dessas sementes na rede.

Mas quantos desses artigos vinculados devem ser incluídos? Para descobrir, eles começaram com os títulos dos 407 Wikilivros criados por humanos e realizaram a análise de três saltos. Eles então calcularam quanto do conteúdo dos livros criados por humanos foi incluído pela abordagem automatizada.

Acontece que a abordagem automatizada muitas vezes incluía muito do conteúdo original do Wikilivro, mas significativamente além disso. Então a equipe precisava de outra maneira de podar mais o conteúdo.

Mais uma vez, a ciência da rede entra em cena. Cada Wikibook gerado por humanos tem uma estrutura de rede própria, determinada pelo número de links que apontam de outros artigos, o número de links apontados, a listagem de rankings dos artigos incluídos, e assim por diante.

Assim, a equipe criou um algoritmo que analisou cada artigo selecionado automaticamente para um determinado tópico e, em seguida, determinou se incluí-lo em um Wikibook tornaria a estrutura de rede mais semelhante aos livros gerados por humanos ou não. Caso contrário, o artigo é omitido.

O próximo passo é organizar os artigos em capítulos. Esta é essencialmente uma tarefa de clustering; olhar para a rede formada por todo o conjunto de artigos e descobrir como dividi-la em clusters coerentes. Vários algoritmos de clustering estão disponíveis para esse tipo de tarefa.

A etapa final é determinar a ordem na qual os artigos devem aparecer em cada capítulo. Para fazer isso, a equipe organiza os artigos em pares e usa um modelo baseado em rede para determinar quais devem aparecer primeiro. Ao repetir isso para todas as combinações de pares de artigos, o algoritmo trabalha uma ordem preferida para os artigos e, portanto, os capítulos.

Dessa forma, a equipe conseguiu produzir versões automatizadas do Wikilivros que já haviam sido criadas por humanos. O quão bem esses livros automatizados se comparam com os gerados por humanos é difícil de julgar. Eles certamente contêm muito do mesmo material, muitas vezes em uma ordem similar, o que é um bom começo.

Mas Adamti e co têm um plano para determinar a utilidade de sua abordagem. Eles planejam produzir uma variedade de Wikilivros sobre assuntos ainda não cobertos por livros gerados por humanos. Eles, então, monitorarão as exibições de páginas e as edições desses livros para ver o quão populares elas se tornam e o quanto são editadas, em comparação com os livros gerados por humanos. "Este será um teste do mundo real para a nossa abordagem", dizem eles.

Esse é um trabalho interessante que tem o potencial de produzir livros-texto valiosos sobre uma ampla gama de tópicos e até mesmo criar outros textos, como os anais de conferências. O quão valioso eles serão para os leitores humanos ainda está por ser determinado. Mas nós estaremos observando para descobrir.

Ref: arxiv.org/abs/1812.10937 : Wikibook-Bot—Automatic Generation of a Wikipedia Book  

TRADUÇÃO DE:
This algorithm browses Wikipedia to auto-generate textbooks
Wikipedia is a valuable resource. But it’s not always obvious how to collate the content on any given topic into a coherent whole.
by Emerging Technology from the arXiv  January 9, 2019

https://www.technologyreview.com/s/612726/this-algorithm-browses-wikipedia-to-auto-generate-textbooks/

sábado, 1 de dezembro de 2018

Transformação Digital Judiciário - Algoritimos-IA-Automação Robótica de Processos (RPA) resolverão o Acúmulo Crescente de Processos?


Transformação Digital Judiciário
Algoritimos-IA-Automação Robótica de Processos (RPA) resolverão o Acúmulo Crescente de Processos? 

Acesso e Celeridade para a Justiça Brasileira? redução Impunidade?

=> Justiça Cara e Tardia é Justiça Falha. <=

"Sessão inédita da 8ª Câmara Cível do Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG) julgou, com apenas um click no computador, um total de 280 processos. Em menos de um segundo, todos os processos foram julgados. A sessão foi presidida pela desembargadora Ângela Rodrigues, que acionou a plataforma digital que continha os votos dos integrantes da Câmara.

“Belo Horizonte foi palco de uma das sessões mais importante do Poder Judiciário de todos os tempos. Trata-se de um grande salto em direção ao futuro”, disse o 1º vice-presidente do Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG), desembargador Afrânio Vilela, na manhã de hoje, 7 de novembro.

Esse julgamento somente foi concluído, de forma célere, devido à ferramenta Radar que identificou e separou recursos com idênticos pedidos. Os relatores elaboram o voto padrão a partir de teses fixadas pelos Tribunais Superiores e pelo próprio Tribunal de Justiça mineiro. "
Mauricio kavinski - Tecnologia jurídica 3 sem


PROCESSO JUDICIAL ELETRÔNICO - PJe
Durante o ano de 2017 apenas 20,3% do total de processos novos ingressaram fisicamente. Em apenas um ano entraram 20,7 milhões casos novos eletrônicos. Nem todos esses processos tramitam no PJe, pois a Resolução CNJ 185/2013, que instituiu o PJe, abriu a possibilidade de utilização de outro sistema de tramitação eletrônica em caso de aprovação de requerimento proposto pelo tribunal, em plenário.

Na Justiça Estadual, segundo levantamento de 2017, existiam outros oito sistemas eletrônicos em uso nos tribunais e unidades judiciárias vinculadas (SAJ, Themis, Tucujuris, E-proc, SCPV, UDI, PROJUD, EJUD). No 1º grau, nove tribunais utilizam o PJe na primeira instância: TJBA, TJCE, TJDFT, TJMT, TJMG, TJPA, TJPE, TJRN e TJRS. No 2º grau, apenas 3 tribunais informaram não
utilizar sistema eletrônico de tramitação processual (TJES, TJPA e TJPI).

Nos 9 anos cobertos pela série histórica, foram protocolados no Poder Judiciário 88,4 milhões de casos novos em formato eletrônico. É notória a curva de crescimento do percentual de casos novos eletrônicos, sendo que, no último ano, o incremento foi de 9,6 pontos percentuais. O percentual de adesão já atinge 79,7%.

Destaca-se a Justiça Trabalhista, segmento com maior índice de virtualização dos processos, com 100% dos casos novos eletrônicos no TST e 96,3% nos Tribunais Regionais do Trabalho, sendo 86,1% no 2º grau e 99,5% no 1º grau. 

Em contrapartida, na Justiça Eleitoral, apenas 11,4% dos processos judiciais foram iniciados eletronicamente. 

A Justiça Militar Estadual começou a implantação do Processo Judicial Eletrônico (PJe) ao final de 2014, mas não avançou entre os anos de 2016 e 2017 (de 33,4% para 34%, respectivamente). 

As justiças Federal e Estadual figuraram como os segmentos com maior avanço comparativamente
ao ano anterior, com crescimento de 8,4 e 8,0 pontos percentuais, respectivamente.

Outros cinco tribunais se distinguem positivamente por terem alcançado 100% de processos eletrônicos nos dois graus de jurisdição: TJAL, TJAM, TJMS, TJTO, TRT9.

Na Justiça Eleitoral chama atenção o resultado do TRE-SE, com 87,2% de casos novos eletrônicos, enquanto na maioria dos tribunais regionais os índices variam de 0% a 3%, exceto no TRE-DF e TRE-AM (18%). 

Na Justiça Estadual, constata-se que alguns tribunais ainda estão em processo de implementação da política de entrada de casos novos por meio eletrônico, com índice inferior a 50%: TJES, TJMG, TJPA, TJRS

Figura 64: Série histórica da taxa de congestionamento, do índice de atendimento à demanda e do percentual de processos eletrônicos
(...)
Já a política do CNJ de incentivo à virtualização dos processos judiciais tem registrado avanços na informatização dos tribunais a cada ano. A Resolução CNJ 185/2013, que instituiu o Sistema Processo Judicial Eletrônico (PJe) como sistema de processamento de informações e prática de atos processuais, impactou significativamente o percentual de processos autuados eletronicamente, que passou de 30,4%, em 2013, para 79,7%, em 2017.


(...) O ministro Ives Gandra Filho, presidente do Tribunal Superior do Trabalho (TST), iniciou sua fala recordando o pioneirismo da Justiça Trabalhista, por mergulhar na ideia de unificação digital, proposta pelo CNJ por meio do Processo Judicial Eletrônico (PJe), ainda em 2011. Conselheiro do CNJ entre 2009 e 2011, Ives Gandra Filho lembrou que a implantação total do sistema eletrônico no ramo do Trabalho revela uma das características desse ramo de Justiça. “Somos vanguardistas”, disse. A Justiça Trabalhista se encontra 100% informatizada, com todos os 24 Tribunais Regionais do Trabalho (TRTs) utilizando o sistema digital preconizado pelo CNJ.
(...)
Justiça Militar
Participando pela 1ª vez do Encontro Nacional do Judiciário, o ministro José Coêlho Ferreira, presidente do Superior Tribunal Militar, apresentou um resumo da situação atual da Justiça Militar da União (JMU) e também reforçou, em seu discurso, a atuação da Justiça Militar na busca por uma Justiça mais célere, transparente e eficiente. De acordo com o ministro, a JMU alcançou 114% da Meta Nacional 1, de julgar quantidade maior de processos de conhecimento do que os distribuídos no ano corrente.

José Coêlho Ferreira adiantou que, em 2018, ocorrerá a primeira sessão judicial digital e que, até junho de 2018, todas as auditorias estarão fazendo uso desse sistema, assim como de videoconferência. “Algo muito importante, em relação a transparência do ramo militar Judiciário”, disse. Atualmente, a Justiça Militar da União já conta com todos os processos já digitalizados.

“Estamos prestes a viver em um tempo que não haverá mais circulação de papel. Um tempo de economia de papel, mas também de tempo, de pessoal. Essa é uma grande mudança”, disse o ministro. 

O PJe foi lançado pelo CNJ com o objetivo de permitir, em plataforma digital, a prática de atos processuais e de acompanhamento dos processos judiciais em qualquer ramo da Justiça (estadual, federal, militar, do trabalho e superior). Por trás da digitalização dos processos e dos trâmites processuais está a ideia de melhoramento na eficiência, transparência e controle das decisões e atividades judiciárias.  


INTELIGÊNCIA ARTIFICIAL
Google põe livros a responder a pessoas
O sistema olha para todas as frases em mais de 100 mil livros para encontrar uma resposta que poderia surgir numa conversa.

Os livros da biblioteca online do Google estão a tentar responder directamente às perguntas das pessoas graças a uma nova ferramenta de inteligência artificial chamada “Fala com Livros” (Talk to Books, no original). Quando se escreve algo neste novo motor de busca, o modelo matemático olha para todas as frases em mais de 100 mil livros na base de dados da empresa para encontrar a resposta mais provável de surgir numa conversa. 

O objectivo é continuar melhorar as redes neuronais que o Google usa: são sistemas de inteligência artificial inspirados no cérebro humano e que neste caso tentam analisar o contexto das frases. “Isto não se limita a combinar palavras-chave”, explica a equipa responsável num comunicado. “É uma forma de permitir aos algoritmos aprenderem as relações entre palavras com base em exemplos reais.”

O projecto faz parte de um conjunto de "experiências semânticas” que o Google lançou este mês. Pelo meio, a empresa espera que os utilizadores possam também descobrir novos livros para ler.

O PÚBLICO testou a ferramenta. Para a pergunta “Porque é que as pessoas lêem?”, o sistema respondeu “Lemos porque queremos ver o que os outros estão a pensar, sentir, ver; como respondem às frustrações, felicidades e vícios” (do livro Best American Short Stories). Já para “As pessoas não gostam de muita coisa...”, o sistema avança: “As pessoas são pessoas, e a maioria das pessoas não gosta de algo” (do livro Killer Facebook Ads). Estas respostas surgem destacadas a negrito entre excertos maiores dos livros. Há várias respostas para cada pergunta, ordenadas de acordo com a relevância que o sistema do Google lhes atribui. 

Qualquer pessoa pode testar o modelo. Para já, o sistema parece ser melhor a responder a perguntas factuais (por exemplo, “O que é a pena de morte?”, “Quando foi a revolução francesa?”) do que a perguntas abertas, mas, de acordo com a empresa, a grande motivação é mostrar aos utilizadores como é que o Google treina os sistemas de inteligência artificial que já usa. 

Além do motor de busca para livros, o Google também lançou um jogo interactivo chamado Semantris. Aqui, a inteligência artificial avalia a capacidade das pessoas para encontrem semelhanças entre palavras diferentes. Numa das versões do jogo, o objectivo é escrever uma palavra associada a outra. Por exemplo, o jogo sugere “maçã” e alguém pode responder “fruta”.

Ao utilizar as novas ferramentas, o Google também consegue acumular mais dados (por exemplo, sobre as perguntas mais feitas ao Fala com Livros) para melhorar os sistemas e ajudar os seus programas a perceber melhor os humanos.



São órgãos do Poder Judiciário o Supremo Tribunal Federal (STF), Superior Tribunal de Justiça (STJ), além dos Tribunais Regionais Federais (TRF), Tribunais e Juízes do Trabalho, Tribunais e Juízes Eleitorais, Tribunais e Juízes Militares e os Tribunais e Juízes dos estados e do Distrito Federal e Territórios.31 de out de 2009

Conheça os órgãos que formam o Poder Judiciário — Governo do Brasil


Projeto de digitalização dos processos no STJ mobiliza tribunais
>>>>  há 10 anos

O presidente do Superior Tribunal de Justiça, ministro Cesar Asfor Rocha, mobilizou os presidentes dos Tribunais de Justiça (TJs) e dos Tribunais Regionais Federais (TRFs) para a rápida adesão ao projeto de digitalização dos processos-papel já iniciado pelo STJ. Cesar Rocha reuniu, na tarde de hoje (17), presidentes de 23 TJs e dos cinco TRFs para expor como o processo está sendo desenvolvido na Corte e ouvir dos presidentes a situação de cada tribunal.

Maior velocidade e maior segurança na tramitação dos processos eletrônicos representarão uma vantagem muito grande para o jurisdicionado, afirmou o presidente do STJ. A iniciativa foi elogiada pelo advogado-geral da União, José Antônio Toffoli, convidado a participar da reunião. Ele disse que ficou impressionado com a rapidez com que o projeto será desenvolvido no STJ. Esse é um projeto de cidadania, completou.

Com a adesão dos tribunais, dentro de pouco tempo, todos os processos oriundos dos tribunais estaduais e regionais chegarão ao STJ eletronicamente, via internet. Foi uma reunião altamente proveitosa sobre todos os aspectos, principalmente pelo entusiasmo que os presidentes dos tribunais demonstraram em digitalizar os seus processos e, mais do que isso, em modernizar o Judiciário brasileiro, ressaltou o presidente. Com a remessa de processos via internet, os tribunais economizarão cerca de R$ 20 milhões por ano que são gastos hoje com o transporte físico.

Até o dia 28 de fevereiro, todos os tribunais informarão oficialmente quando começarão a digitalização e o envio de seus processos de forma virtual. A partir desse comunicado, o STJ assinará convênios de cooperação e disponibilizará aos tribunais uma equipe técnica para integrar os sistemas e padronizar as redes de transmissão e recepção com total integridade e segurança. A previsão é que, nos próximos dois meses, os projetos já estejam sendo executados em todos os tribunais. (...)



PORTARIA DETERMINA DESTINAÇÃO DE PROCESSOS FÍSICOS APÓS DIGITALIZAÇÃO
por ACS — publicado em 31/01/2018 15:45
Foi publicada, no DJ-e de 29/01/2018, a Portaria Conjunta 2, de 24 de janeiro de 2018, que "Altera a Portaria Conjunta 99, de 4 de novembro de 2016, que instituiu diretrizes para a digitalização dos processos físicos em acervo para o Sistema Processo Judicial Eletrônico - PJe, nas unidades jurisdicionais em que o Sistema tiver sido implantado".

Diante da possibilidade de digitalização do acervo de processos físicos deste Tribunal para inserção no Sistema do Processo Judicial Eletrônico – PJe, com a consequente conversão do acervo físico em suporte digital, a Comissão Permanente de Avaliação Documental da Área Judicial – CPAD-AJ e a Alta Administração do TJDFT acolheram proposta apresentada pelo Juiz Diretor do Complexo de Armazenamento, de alteração da Portaria Conjunta 99, de 4 de novembro de 2016, com vistas a sanar a dúvida acerca da destinação que seria dada aos processos físicos, após a mencionada conversão de suporte.

De acordo com as alterações introduzidas pela Portaria Conjunta 2, de 24 de janeiro de 2018, o prazo para suscitar eventual desconformidade da digitalização realizada foi aumentado de 5 (cinco) dias úteis para 15 (quinze) dias corridos, possibilitando uma melhor avaliação do material digitalizado. Ultrapassado esse prazo, contudo, o documento digitalizado considera-se autêntico, nos termos do art. 411, III, do Código de Processo Civil - CPC.

Em seguida, as partes serão intimadas para, querendo, retirarem as peças por elas juntadas no processo, no prazo de 45 (quarenta e cinco) dias corridos. Essa formalidade visa a adequar a norma do Tribunal à Resolução 185/2013 do Conselho Nacional de Justiça – CNJ, que prevê a necessidade de intimação das partes do processo digitalizado.

A Portaria Conjunta 2/2018 dispôs, ainda, que as peças retiradas pelas partes deverão ser preservadas pelo seu detentor até o trânsito em julgado da sentença, preclusão da decisão final ou, quando admitida, o final do prazo para a propositura de ação rescisória.

Após o prazo da intimação acima mencionado, os autos físicos contendo as peças não retiradas ou as produzidas pelo Poder Judiciário serão encaminhadas a uma cooperativa de reciclagem, para fragmentação mecânica, seguindo critérios de sustentabilidade social, ambiental e econômica. Caberá à unidade jurisdicional proceder ao registro de eliminação de autos físicos no sistema informatizado e agendar a transferência dos processos diretamente para a cooperativa junto ao Núcleo de Transferência e Custódia Arquivística - NUTARQ.




PROCESSO JUDICIAL ELETRÔNICO - PJe

AQUI TEM PJE:



CRONOGRAMA DE IMPLANTAÇÃO PARA 2018
Cronograma atualizado de implantação do sistema e unidades judiciárias que serão atendidas até o final de 2018.


Os julgamentos do Plenário Virtual são públicos e poderão ser acompanhados nesta página. Aqui serão lançados os votos do relator e demais desembargadores, com registro do resultado final da votação.

O julgamento será considerado concluído se, no horário previsto para encerramento da sessão, forem computados os votos do relator e dos vogais. Os processos não concluídos estarão automaticamente incluídos na pauta da sessão seguinte nos termos do Art. 935 (CPC).

A PORTARIA GPR 499 DE 16 DE MARÇO DE 2018 regulamenta a implantação do Projeto Piloto de julgamento virtual no Processo Judicial Eletrônico – Sessão Virtual - PJE.




VER TAMBÉM:

AB2L - Associação Brasileira de Lawtechs e Legaltechs "Nosso objetivo é apoiar o desenvolvimento de lawtechs/legaltechs, empresas que oferecem produtos ou serviços inovadores por meio do uso de recursos tecnológicos para a área jurídica, bem como fomentar o crescimento deste setor, estimulando as melhores práticas profissionais, de modo a alcançar novas soluções para questões de diferentes áreas da sociedade. " 


#LegalFinance #Lawtechs #Legaltec AB2L - Associação Brasileira de Lawtechs e Legaltechs 


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Advogados e Médicos são os exemplos de profissões "sob ataque" das IAs neste documentário: 
Humans Need Not Apply {1}

02/07/2018:
OAB x IA em Direito...
Será que terão melhor resultado que Taxistas vs. UBER?
Propus o debate nesta (nos comentários):

Ordem dos Advogados do Brasil anunciou, nesta segunda-feira (2/7), a criação de um grupo para discutir a regulamentação do uso de inteligência artificial no exercício do Direito.
Consultor Jurídico: 
___________________
(...) Vamos pegar uma tradicional profissão, a advocacia. Uma provocação que podemos fazer é: “ainda existirão advogados no futuro?”.  (... )
Vamos analisar o contexto. As práticas de trabalho dos advogados não mudaram muito nas últimas décadas. Recomendo um livro instigante, “The Future of the Professions: How Technology Will Transform the Work of Human Experts”, que mostra o potencial de disrupção diante de várias profissões como as conhecemos hoje.
O livro mostra que os advogados oferecem assessoria personalizada de alto custo e que os sócios dos prestigiados escritórios presidem organizações em forma de pirâmide, recebendo altas comissões, enquanto batalhões de advogados principiantes fazem o trabalho árduo de buscar precedentes e elaborar contratos. Os altos custos destes escritórios e dos seus honorários propiciam um cenário aberto à disrupções.  (...)

O livro faz uma comparação simples, com os veteranos taxistas de Londres, que para obterem seu certificado precisavam dominar de memória a geografia das ruas. O serviço era, portanto, caro. E foi rompido pelo Uber, que atraiu batalhões de motoristas que cobram barato e navegam por GPS. Isso não poderá acontecer com os advogados?

Já existem algumas iniciativas muito interessantes, ainda desdenhadas pelos advogados tradicionais, que  podem provocar um efeito Uber nos próximos anos.  (...)
Cezar Taurion • 1º
Head & Partner Digital Transformation at KICK Ventures/Presidente i2a2 (Instituto de Inteligência Artificial Aplicada)
KICK Ventures • Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro


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Uma disputa bastante inusitada acabou com um sistema de inteligência artificial derrotando competidores humanos e não estou falando de partidas de xadrez – trata-se, na verdade, de um campeonato de advogados que colocou o CaseCrunch Alpha para enfrentar 100 profissionais reais da área. O resultado? Um baile da IA, que obteve uma taxa de precisão de 86,6%, enquanto que as pessoas de carne e osso chegaram a apenas 66.3%.  (...)

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Precisamos nos preparar, e como o Cezar Taurion coloca em várias postagens, estamos atrasados nestas reflexões sobre como Educar Pessoas e Transformar Organizações e Sociedades para a Quarta Revolução Industrial:
- Reduzindo Impactos Negativos
- Maximizando Ganhos Potenciais para a Humanidade

Minhas contribuições podem ser lidas em 4, de meus 5 artigos, aqui no Linkedin.
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A futura atividade do que chamamos hoje de RH passará por mudanças profundas. Quando vemos atividades repetitivas sendo substituídas por máquinas, vemos o perfil de qualquer profissional mudar radicalmente. Por exemplo, quando algoritmos vencem advogados na análise de contratos de NDA (An AI just beat top lawyers at their own game) tanto em precisão,quanto em tempo (contra os 92 minutos gastos em média, pelos advogados, para revisar contratos, o algoritmo resolve em 26 segundos) este tipo de tarefa passará a ser realizado cada vez mais pelas máquinas. Não há o que discutir. Os advogados terão que realizar tarefas mais sofisticadas e talvez não precisemos de tantos deles quanto hoje.
Quantos estão preparados para desempenhar as tarefas mais complexas? Qual será o perfil destes novos advogados? Um alerta surge deste exemplo: as tarefas executadas por profissionais mais juniores serão as mais afetadas. Este artigo, “New Study: Artificial Intelligence Is Coming For Your Job, Millennials”, propõe que as tarefas mais simples tendem a ser executadas por profissionais em início de carreira e, portanto, são as mais vulneráveis.
Os critérios de avaliação também mudarão. Hoje são muito baseadas em métricas de desempenho numérico, típicas de produtividade industrial, como número de contratos analisados por dia ou número de atendimentos por hora. Mas com as atividades repetitivas sendo automatizadas, os profissionais estarão mais envolvidos com as atividades que exigem sociabilidade, empatia, criatividade e imaginação, que não podem ser mensuradas da mesma forma que atendimentos por hora.
E quanto à novas profissões? A possibilidade de surgirem novas atividades, a ritmo acelerado, é grande e isso vai nos levar ao desafio de como fazer descrições de tarefas para algo que não dominamos.
Uma questão interessante é que, à medida que a tecnologias como a robótica e IA se entranham no dia a dia, as fronteiras entre TI e RH tendem a desaparecer. Integrar tecnologias e pessoas será uma tarefa multidisciplinar.
A futura atividade do que chamamos hoje de RH passará por mudanças profundas. Quando vemos atividades repetitivas sendo substituídas por máquinas, vemos o perfil de qualquer profissional mudar radicalmente. Por exemplo, quando algoritmos vencem advogados na análise de contratos de NDA (An AI just beat top lawyers at their own game) tanto em precisão,quanto em tempo (contra os 92 minutos gastos em média, pelos advogados, para revisar contratos, o algoritmo resolve em 26 segundos) este tipo de tarefa passará a ser realizado cada vez mais pelas máquinas. Não há o que discutir. Os advogados terão que realizar tarefas mais sofisticadas e talvez não precisemos de tantos deles quanto hoje.
Quantos estão preparados para desempenhar as tarefas mais complexas? Qual será o perfil destes novos advogados? Um alerta surge deste exemplo: as tarefas executadas por profissionais mais juniores serão as mais afetadas. Este artigo, “New Study: Artificial Intelligence Is Coming For Your Job, Millennials”, propõe que as tarefas mais simples tendem a ser executadas por profissionais em início de carreira e, portanto, são as mais vulneráveis.
Os critérios de avaliação também mudarão. Hoje são muito baseadas em métricas de desempenho numérico, típicas de produtividade industrial, como número de contratos analisados por dia ou número de atendimentos por hora. Mas com as atividades repetitivas sendo automatizadas, os profissionais estarão mais envolvidos com as atividades que exigem sociabilidade, empatia, criatividade e imaginação, que não podem ser mensuradas da mesma forma que atendimentos por hora.
E quanto à novas profissões? A possibilidade de surgirem novas atividades, a ritmo acelerado, é grande e isso vai nos levar ao desafio de como fazer descrições de tarefas para algo que não dominamos.
Uma questão interessante é que, à medida que a tecnologias como a robótica e IA se entranham no dia a dia, as fronteiras entre TI e RH tendem a desaparecer. Integrar tecnologias e pessoas será uma tarefa multidisciplinar.
IA
A IA vai possibilitar uma integração entre pessoas e máquinas muito mais intensa que hoje. Esta nova maneira de trabalhar afetará a forma como interagimos uns com os outros. Hoje é comum os funcionários se comunicarem com seus colegas por e-mail, Messenger ou WhatsApp. A troca de ideias pode gerar inovações e novas percepções de como fazer o trabalho. Mas, e quando companheiros de equipe forem bots? Uma interação com eles para resolver uma questão seria compartilhada com os outros de que forma? Tanto o funcionário como os bots poderiam aprender com a resposta encontrada, mas é fundamental que as demais pessoas envolvidas também usufruam dessa nova solução.
Um questionamento que irá acontecer, inevitavelmente, será em relação à privacidade. Como é perfeitamente possível que toda interação com bots seja capturada e armazenada, seria algo como ter toda e qualquer conversa que as pessoas fazem hoje em uma empresa sendo automaticamente filmadas e gravadas. Pode gerar desconforto, ao menos no início.
Os princípios e modelos organizacionais que usamos hoje, baseados nos conceitos da sociedade industrial, não serão mais adequados. A automação e o uso intenso de IA vai desagregar as atuais funções em tarefas e subtarefas que poderão ser automatizadas. A questão em aberto é como agregar de uma nova forma as tarefas que não poderão ser automatizada. Provavelmente, o conceito do que entendemos como uma profissão ou função, hoje, mudará por completo. Recomendo, para aprofundar o tema, a leitura do artigo “Thinking Through How Automation Will Affect Your Workforce”, publicado pela Harvard Business Review.
Por onde começar? Antes de mais nada é essencial ter uma estratégia de IA. Não é mais opção, mas questão e sobrevivência. IA será a nova eletricidade, e da mesma forma que hoje todos os negócios funcionam com eletricidade, os negócios do futuro serão motorizados pela IA.
A implementação da estratégia passa por um planejamento adequado. Máquinas e os seres humanos podem trabalhar muito bem juntos, se anteciparmos os desafios e procuramos ter uma visão de futuro da nova organização.  Isso passa por uma revisão das funções e tarefas atuais, sua desconstrução e identificação de quais serão exclusivamente humanas, e quais e quando poderão ser automatizadas, além de como o trabalho colaborativo com as máquinas vai será realizado.
Devemos ter em mente que os computadores não substituirão os humanos. Substituirão suas funções. Serão complementos para os humanos e não seus substitutos. Os negócios mais valiosos do mundo, nas próximas décadas, serão desenvolvidos por empresas que usarão a IA para fortalecer as pessoas e não para torná-las obsoletas. Serão vencedoras as empresas que souberem fazer  com que os sistemas de IA ajudem os humanos a fazer o que antes era considerado inimaginável, com maestria. A IA não envolve uma equação de soma zero, humanos versus IA, mas sim de complementaridade, humanos mais IA gerando mais inteligência.
(*) Cezar Taurion é head de Digital Transformation da Kick Ventures e autor de nove livros sobre Transformação Digital, Inovação, Open Source, Cloud Computing e Big Data
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"A maior deficiência da raça humana é a sua incapacidade de compreender a Função exponencial"  Cezar Taurion 
Head & Partner Digital Transformation at KICK Ventures/Presidente i2a2 (Instituto de Inteligência Artificial Aplicada)

Information Show. “O mundo de amanhã já começou...”