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sábado, 15 de agosto de 2020

5G: China X EUA - Uma das 'frentes de batalha' da 'Guerra Fria' do Século XXI - Equivale à Corrida Espacial no Século XX

 

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O que o Brasil precisa resolver antes do leilão de 5G

14/08/2020   3 min de leitura


É preciso atualizar as leis municipais de instalação de antenas, 

reduzir a alta carga tributária brasileira sobre os serviços de telecom, especialmente os de internet das coisas, 

adotar a solução mais adequada para mitigar eventuais interferências do 5G com os serviços de TVRO, conhecidos como as parabólicas, e 

garantir ampla e irrestrita participação de fornecedores, para o bem da sociedade.


Encontrar uma solução prévia para essas questões é fundamental para a definição das regras para o leilão de licenças que estarão no edital de licitação. Num sentido figurado, entendemos que o edital é o teto da casa, mas antes é preciso construir o alicerce e as paredes.


O 5G vai precisar da construção de toda uma infraestrutura própria para a tecnologia, com equipamentos e antenas específicos de quinta geração, que têm que receber licença de instalação dos municípios. O problema é que o processo de licenciamento enfrenta uma série de barreiras no país em função da burocracia e de leis de antenas desatualizadas.

(...)

https://www.tecmundo.com.br/mercado/156213-o-brasil-precisa-resolver-leilao-5g.htm


Por que os Estados Unidos estão preocupados com a tecnologia 5G?

ShareAmerica -2 de outubro de 2019

Smart city with smart services and icons, internet of things, networks and augmented reality concept

[Cidade inteligente com serviços e ícones inteligentes, internet das coisas, redes e conceito de realidade aumentada]


No próximo ano, a tecnologia sem fio de quinta geração (5G) começará a formar a espinha dorsal de futuras economias e serviços públicos. Vai afetar todas as partes de nossas vidas, desde telefones celulares a carros auto dirigíveis, a serviços essenciais, como redes elétricas e sistemas de água.


“Com todos esses serviços dependentes de redes 5G, os riscos para salvaguardar essas redes vitais não poderiam ser maiores”, disse* Robert Strayer, diplomata do Departamento de Estado dos EUA especializado em segurança cibernética.


Infelizmente, a nova infraestrutura necessária para apoiar o 5G pode sujeitar os países a ameaças à sua segurança nacional. Uma grande preocupação é a possibilidade de equipamentos serem instalados por uma empresa que pode ser controlada ou influenciada por um governo estrangeiro.


https://share.america.gov/pt-br/por-que-os-estados-unidos-estao-preocupados-com-a-tecnologia-5g/


Corrida tecnológica | EUA e China agora estão empatados na implementação do 5G

Por Thaís Augusto | 02 de Abril de 2019 às 19h29


A disputa pela tecnologia 5G continua acirrada entre Estados Unidos e países asiáticos. Até o ano passado, o país americano estava sofrendo para alcançar China e Coreia do Sul, de acordo com relatório da associação CTIA. Agora, um novo documento divulgado nesta terça-feira (2) diz que os Estados Unidos conseguiram ultrapassar a Coreia e empatam com a China no desenvolvimento da próxima geração de serviços sem fio.


A informação também foi relevada por um relatório da CTIA. Para obter os resultados, a associação considera as medidas tomadas por cada governo, a construção de equipamentos e outros obstáculos envolvidos no processo.


Nos Estados Unidos, as quatro principais operadoras têm planos de entrar na operação de linhas 5G nos próximos meses. A expectativa é que a nova tecnologia consiga alcançar uma velocidade até 100 vezes mais rápida em comparação com o serviço atual, além de abrir portas para o mercado de Internet das Coisas, desde a comunicação autônoma de carros até a assistência médica remota.


O porta-voz da CTIA, Nick Ludlum, atribuiu o salto dos Estados Unidos a grandes mudanças políticas destinadas a acelerar o progresso em direção ao 5G. Uma delas foi uma proposta controversa aprovada pela Comissão Federal de Comunicações (FCC, na sigla em inglês) no ano passado que restringe o poder das autoridades locais de regular a instalação de equipamentos de antenas extras para transmitir os sinais de super alta frequência – as chamadas “ondas milimétricas” – nas quais o 5G vai operar. Outros 23 legisladores estaduais também solidificaram medidas semelhantes mesmo sob os protestos de governos municipais.

(...)


https://canaltech.com.br/telecom/corrida-tecnologica-eua-e-china-agora-estao-empatados-na-implementacao-do-5g-136231/


5G no mundo

09/08/2020

 

Em julho de 2020 a GSA tinha identificado:

392 operadoras em 126 países investindo em 5G.

92 operadoras haviam lançado serviços 5G em 38 países.

84 operadoras haviam lançado serviços móveis e 37 fixos (FWA).

 

Dispositivos 5G


Segundo o GSA, em junho de 2020:


86 vendors haviam anunciado que teriam disponíveis ou iriam disponibilizar dispositivos 5G

Haviam sido anunciados oficialmente o lançamento de 317 modelos de dispositivos 5G (135 disponíveis comercialmente).

Destes, 135 são smartphones (95 disponíveis comercialmente) e 85 CPEs.

76,3% dos dispositivos anunciados suportam bandas em frequências abaixo de 6 GHz e 26.5% em ondas milimétricas.

Existiam 4 chipsets 5G de 4 vendors: Huawei, Mediatek, Qualcomm e Samsung.

 

Vendors

Contratos comerciais da 5G: Huwaei 91 (fev/20), Ericsson 86 (mar/20) e Nokia 63 (jan/20).

 

Celulares 5G


Existiam 63,7 milhões de celulares 5G no mundo no 1T20, quatro vezes mais do que no final de 2019. (GSA/Omdia).

No final de abril 

a China possuía 65,5 milhões de celulares

a Coreia do Sul 6,3 milhões e 

os Estados Unidos cerca de 1,2 milhões.


China

A China Mobile (70,2 milhões) e a China Telecom (37,8 milhões) possuíam 108 milhões de celulares 5G em jun/20.


Seis meses após o início de suas operações 5G, a China Mobile e a China Telecom terminaram abril com um total combinado para 65,5 milhões de celulares 5G. Em 2019 existiam 18 milhões de celulares 5G no mundo.


As três principais operadoras móveis da China (China Mobile, China Telecom e China Unicom) lançaram oficialmente serviços 5G em nov/19, seis meses após o governo emitir as licenças.


As três operadoras cobrem parcialmente 50 cidades, implantaram cerca de 86.000 estações radio base 5G e devem chegar a mais de 130.000 até o final do ano.

 

Coreia

SK Telecom (SKT), KT e LG Uplus colocaram em operação simultaneamente suas redes 5G na Coréia em 1/12/18. Planejavam m ampliar a utilização para consumidores com cobertura nacional em março de 2019, à medida que os aparelhos 5G se tornarem disponíveis.


As redes 5G em operação na Coreia estão apresentando um crescimento vertiginoso do consumo de dados:


A Coreia atingiu a marca de 3 milhões de celulares 5G em 9 de setembro e pretende cobrir 93% da população com esta tecnologia até o final do ano. Cinco meses após o lançamento do serviço, o país já contava com 90 mil ERBs 5G


A SK Telecom (SKT), atingiu o marco de um milhão de assinantes 5G em 21 de agosto, menos de 5 meses do lançamento do serviço. Este marco foi atingido para 4G em oito meses. A média mensal de uso de dados é de 33,7GB para 5G, comparado com 20,4 GB para 4G.


Novos serviços com funções AR e VR já representam 20% do consumo de dados em 5G, em comparação com apenas 5% para 4G.


Medições realizadas pela Opensignal na Coréia mostram que a velocidade de download de smartphones 5G é 48% do que aquela de smartphones 4G topo de linha (4.5G) e 134% maior que a dos demais smartphones 4G.


A Opensignal não encontrou, no entanto, diferenças significativas nas velocidades de upload (cerca de 14 Mbps) e na latência (cerca de 37 ms). As redes 5G da Coréia foram implantadas utilizando o core 4G (Modo NSA).

 

Estados Unidos

Em nov/19 a AT&T anunciou que irá lançar seu serviço 5G em 850 MHz complementando, segundo a operadora, a sua oferta em ondas milimetricas. Curiosamente, no entanto, o primeiro smartphone a ser disponibilizado (Galaxy Note10 + 5G da Samsung) é compatível apenas com a faixa de 850 Mhz e não com a de ondas milimétricas.


A Verizon lançou seu serviço 5G em 1/10/2018 em várias cidades dos EUA. O “Go 5G Home” é um serviço BL fixa para o cliente residencial com velocidades entre 300 Mbps e 1 Gbps. A rede 5G da Verizon opera na banda de 28 GHz e ainda não é compatível com o 3GPP. É baseada na especificação 5G da Verizon e a será atualizada para o padrão 5G do 3GPP no futuro.


Em dez/18, a AT&T colocou em operação a sua rede 5G em 12 cidades dos Estados Unidos. Ela não está em operação comercial pois ainda não existem smartphones 5G sendo comercializados. Ela está sendo utilizada por pessoas selecionadas utilizando terminais de dados.


Os lançamentos de redes comerciais de 5G utilizando ondas milimétricas se multiplicam nos EUA. A Verizon tem redes 5G em 30 cidades, a AT&T em 20 e a T-Mobile em seis.

 

Europa

Em junho de 2019, a GSA identificou 106 operadores, em 41 países da Europa que estão investindo ativamente em 5G, sendo que, 8 operadoras em 6 países tinham em operação comercial redes 5G: EE (UK), Elisa na Estonia e Finland; Sunrise e Swisscom na Suiça, TIM e Vodafone in Italy e Vodafone na Espanha.

(,,,)


Nesta página: Acompanha a entrada em operação comercial de redes 5G no mundo.



China tem 410 mil estações-base 5G, até junho

2020-07-27 


Beijing, 27 jul (Xinhua) -- A China construiu 257 mil novas estações-base 5G no primeiro semestre deste ano, de acordo com o Ministério da Indústria e Informatização.


O número total de estações chegou a 410 mil até o final de junho, mostraram os dados da pasta.


As remessas de celulares 5G atingiram 86,23 milhões de unidades na China, com os usuários de pacotes 5G atingindo 66 milhões no final de junho, disse Wen Ku, um funcionário da pasta.


A produção de valor agregado de serviços de transmissão de informações, software e tecnologia da informação aumentou anualmente 14,5%, 1,3 ponto percentual mais rápido que no primeiro trimestre.


Para dar pleno desempenho à comercialização do 5G, mais políticas devem ser implementadas para aumentar a vitalidade do mercado, disse Wen, acrescentando que a cooperação internacional em tecnologia, indústria e aplicação 5G deve ser reforçada.


http://portuguese.xinhuanet.com/2020-07/27/c_139243172.htm


Huawei já está produzindo estações 5G sem componentes americanos

Por Felipe Demartini | 26 de Setembro de 2019


Em mais uma demonstração de que não foi plenamente atingida pelo banimento que sofre nos Estados Unidos, a Huawei já está realizando testes com estações-base do 5G sem componentes americanos. Quem confirmou a informação foi Ren Zhengfei, CEO da companhia, que anunciou os planos de fabricar cinco mil unidades do item de infraestrutura a partir de outubro.


E esse é apenas o começo, já que, segundo ele, a ideia é atingir um ritmo de 1,5 milhões de estações-base fabricadas mensalmente ao final de 2020. O fluxo deve atender à demanda do 5G em países, principalmente, da Europa e da Ásia, mantendo os planos da Huawei nesse segmento quase inalterados, apesar da proibição em solo americano e, também, da pressão do governo de Donald Trump para que outros países também apliquem as mesmas medidas contra a empresa.


A Noruega é o mais novo país a firmar com a Huawei o compromisso para instalação da rede 5G. O governo da nação disse não ter encontrado indícios de que o uso de equipamentos da fabricante chinesa representaria riscos à segurança nacional e, por isso, não cedeu aos pedidos dos EUA para que um banimento fosse feito também por lá. Outros países como França, Alemanha e Reino Unido também estão investigando a questão e se mostram favoráveis à liberação.


Atendendo ao banimento ainda imposto nos Estados Unidos, as estações-base de 5G da Huawei chegam sem nenhum componente ou tecnologia oriunda de companhias americanas. No passado, Ren já havia dito que isso não afetaria os planos, e agora, ao anunciar que eles efetivamente estão a pleno vapor, não citou quem são os novos parceiros comerciais e de inovação desta nova fase.

(...)


https://canaltech.com.br/telecom/huawei-ja-esta-produzindo-estacoes-5g-sem-componentes-americanos-150811/


Huawei dá o troco e Qualcomm alerta para o risco dos EUA perder muito dinheiro

Convergência Digital* - 10/08/2020

A Qualcomm alertou ao governo dos Estados Unidos que as restrições de exportação à Huawei servirão apenas para entregar bilhões em vendas a seus competidores no mercado de chips. A informação, divulgada inicialmente pelo Wall Street Journal, foi confirmada pela própria fabricante chinesa, que avisou o abandono dos chips Kirin, da desenvolvedora americana. 


https://www.convergenciadigital.com.br/cgi/cgilua.exe/sys/start.htm?UserActiveTemplate=site%2Cmobile%252Csite&infoid=54482&sid=17#.Xzgx8OhKjMU



VAI VENDO: O USO DO MARKETING PARA ENGANAR... 

(EUA: ótima competência em uso de mídias para parecer o que não é...)


É óbvio que o 5G americano não é 5G de verdade


Por Paulo Higa

2 anos atrás


Em uma das minhas idas aos Estados Unidos, quando o 4G ainda engatinhava no Brasil, eu me surpreendi negativamente com a lentidão das redes móveis de lá. Isso porque 4G não é exatamente 4G nas operadoras americanas: por uma jogada de marketing, elas acharam que seria uma boa ideia chamar o HSPA+ (conhecido no Brasil como 3G+) de 4G. Enquanto isso, o 4G americano de verdade foi batizado comercialmente de LTE.


Agora, a AT&T decidiu fazer a mesma besteira, que provavelmente será seguida por outras operadoras americanas, assim como fizeram na época do 4G. Em smartphones Android já existentes, além de modelos novos que serão lançados em 2019, os usuários passarão a ver um ícone “5G E” ao lado da barrinha de sinal. Só que eles não estarão em uma rede 5G, e sim em uma 4G.


O tal do 5G E da AT&T (com um “E” bem pequeno, porque vai que as pessoas percebem) nada mais é do que um 4G LTE com tecnologias como MIMO 4×4, que melhora a transmissão de dados por meio do uso de múltiplas antenas simultâneas, e o 256QAM, um esquema de modulação difícil de explicar tecnicamente em poucas palavras, mas que basicamente melhora a eficiência do espectro e transmite mais bits a cada tempo.


Segundo a operadora, “as tecnologias 5G Evolution permitem um pico de velocidade de 400 Mb/s para dispositivos compatíveis, ou uma média de cerca de 40 Mb/s com base em experiências reais”. A rede já está disponível em 385 mercados, com previsão de atingir 400 cidades “nos próximos dias”, diz a AT&T.


Como você (e as próprias operadoras americanas) sabem, isso não é 5G. Muito menos um “5G Evolution”, como a AT&T tentará vender. Trata-se, no máximo, do LTE Advanced Pro, uma revisão do 4G que permite velocidades mais altas e maior eficiência de rede.

(...)


https://tecnoblog.net/272616/5g-falso-eua/

quinta-feira, 7 de dezembro de 2017

A "internet das coisas" está nos enviando de volta à Idade Média



Tradução de:

The ‘internet of things’ is sending us back to the Middle Ages



https://theconversation.com/the-internet-of-things-is-sending-us-back-to-the-middle-ages-81435


Os dispositivos habilitados para internet são tão comuns, e tão vulneráveis, que hackers invadiram recentemente um cassino através do seu aquário. O tanque tinha sensores conectados à internet que mediam a temperatura e a limpeza. Os hackers entraram nos sensores do tanque de peixes e, em seguida, para o computador usado para controlá-los e de lá para outras partes da rede do cassino. Os intrusos conseguiram copiar 10 gigabytes de dados para algum lugar da Finlândia.

Ao olhar para este tanque de peixe, podemos ver o problema com os dispositivos da  "internet de coisas": nós realmente não os controlamos. E nem sempre é claro quem o faz - embora, muitas vezes, designers de software e anunciantes estejam envolvidos.

No meu livro recente, "Possuído: Propriedade, Privacidade e a Nova Servidão Digital" [N.T.: em tradução livre], eu discuto o que significa nosso ambiente ser 'semeado' com mais sensores do que nunca. Nossos tanques de peixes, televisores inteligentes, termostatos domésticos habilitados para internet, dados de treinamentos físicos e smartphones constantemente coletam informações sobre nós e nosso ambiente. Essa informação é valiosa não apenas para nós, mas para pessoas que querem nos vender coisas. Eles garantem que os dispositivos habilitados para internet sejam programados para estar bastante ansiosos para compartilhar informações.

Pegue, por exemplo, Roomba, o aspirador robótico adorável. Desde 2015, os modelos high-end criaram mapas das casas de seus usuários, para navegar mais eficientemente durante a limpeza. Mas como a Reuters e o Gizmodo relataram recentemente, o fabricante da Roomba, iRobot, pode planejar compartilhar esses mapas dos layouts das casas particulares das pessoas com seus parceiros comerciais.

Violações de segurança e privacidade são construídas

Como o Roomba, outros dispositivos inteligentes podem ser programados para compartilhar nossas informações privadas com os anunciantes em back-channels dos quais não temos conhecimento. Em um caso ainda mais íntimo do que o plano de negócios da Roomba, um dispositivo de massagem erótica controlável pelo Smartphone, chamado WeVibe, reuniu informações sobre quais configurações, com qual frequência e em que horas do dia foi usado. O aplicativo WeVibe enviou esses dados de volta ao seu fabricante, que concordou em pagar uma liquidação judicial de vários milhões de dólares quando os clientes descobriram e se opuseram à invasão de privacidade.

Esses back-channels também são uma séria fraqueza de segurança. O fabricante do computador Lenovo, por exemplo, costumava vender seus computadores com um programa chamado "Superfish" pré-instalado. O programa tinha como objetivo permitir que a Lenovo - ou as empresas que o pagassem - inserisse, secretamente anúncios direcionados, para os resultados das buscas na web, dos usuários. O jeito que o fez foi absolutamente perigoso: sequestrou o tráfego dos navegadores da web sem o conhecimento do usuário - incluindo as comunicações web, dos usuários, que se pensava estar criptografados de forma segura, como conexões com bancos e lojas online, para transações financeiras.

O problema subjacente é a propriedade

Uma das principais razões pelas quais não controlamos nossos dispositivos é que as empresas que os fazem parecem pensar - e definitivamente agem como - se elas ainda os possuíssem, mesmo depois de os comprarmos. Uma pessoa pode comprar uma caixa, de aparência bonita, cheia de eletrônicos que podem funcionar como um smartphone, coloca o argumento corporativo, mas eles apenas compram uma licença para usar o software que está dentro. As empresas dizem que ainda possuem o software e, por possuí-lo, podem controlá-lo. É como se um revendedor de automóveis vendesse um carro, mas reivindicasse a propriedade do motor.

Esse tipo de arranjo está destruindo o conceito básico de posse de uma propriedade . John Deere já disse aos agricultores que eles realmente não possuem seus tratores, mas apenas licenciam o software - então eles não conseguem consertar seu próprio equipamento agrícola ou até levá-lo a uma oficina de reparação independente. Os agricultores estão se opondo, mas talvez algumas pessoas estejam dispostas a deixar as coisas deslizarem quando se trata de smartphones, que geralmente são comprados em um plano de parcelamento de pagamento e negociados o mais rápido possível.

Quanto tempo levará antes de perceberem que eles estão tentando aplicar as mesmas regras para nossas casas inteligentes, televisores inteligentes em nossas salas e quartos, banheiros inteligentes e carros habilitados para internet?

Um retorno ao feudalismo?

A questão de quem controla a propriedade tem uma longa história. No sistema feudal da Europa medieval, o rei possuía quase tudo, e os direitos de propriedade de todos dependiam da relação deles com o rei. Os camponeses viveram em terra concedida pelo rei a um senhor local, e os trabalhadores nem sempre possuíam as ferramentas que usavam para agricultura ou outros negócios como carpintaria e ferreiro.

Ao longo dos séculos, as economias e os sistemas jurídicos ocidentais evoluíram para o nosso arranjo comercial moderno: as pessoas e as empresas privadas, muitas vezes, compram e vendem itens próprios e possuem terra, ferramentas e outros objetos. Além de algumas regras básicas do governo, como a proteção ambiental e a saúde pública, a propriedade vem sem restrições.

Este sistema significa que uma empresa de automóveis não pode me impedir de pintar meu carro com uma tonalidade chocante de rosa ou de mudar o óleo em qualquer loja de reparo que eu escolher. Eu até posso tentar modificar ou consertar meu carro sozinho. O mesmo é verdade para minha televisão, meu equipamento agrícola e minha geladeira.

No entanto, a expansão da internet parece estar nos trazendo de volta a algo parecido com aquele antigo modelo feudal, onde as pessoas não possuíam os itens que usavam todos os dias. Nesta versão do século XXI, as empresas estão usando leis de propriedade intelectual - destinadas a proteger idéias - para controlar objetos físicos que os consumidores pensam possuir.

Controle de propriedade intelectual

Meu celular é um Samsung Galaxy. O Google controla o sistema operacional e o Google Apps que fazem com que o smartphone Android funcione bem. O Google os autoriza para a Samsung, que faz sua própria modificação na interface do Android e sublicencia o direito de usar meu próprio telefone para mim - ou, pelo menos, esse é o argumento que o Google e a Samsung usam. A Samsung cria ofertas, com muitos provedores de software, que querem obter meus dados para seu próprio uso.

Mas esse modelo é falho, na minha opinião. Precisamos do direito de consertar nossa própria propriedade. Precisamos do direito de expulsar anunciantes invasivos de nossos dispositivos. Precisamos da capacidade de desligar os canais de informação dos anunciantes, não apenas porque não adoramos ser espionados, mas porque essas portas traseiras são riscos de segurança, como as histórias de Superfish e do aquário hackeado mostrados. Se não temos o direito de controlar nossa própria propriedade, nós realmente não a possuímos. Nós somos apenas camponeses digitais, usando as coisas que compramos e pagamos submetidos aos  capricho de nosso senhor digital.

Mesmo que as coisas pareçam sombrias, agora, há esperança. Esses problemas rapidamente se tornam pesadelos de relações públicas para as empresas envolvidas. E há um apoio bipartidário sério para as leis de direito a reparação  que restauram alguns poderes de propriedade, para os consumidores.

Nos últimos anos, houve progressos na recuperação de propriedade em relação aos  pretendidos pelos barões digitais. O que é importante é que reconheçamos e rejeitemos o que essas empresas estão tentando fazer, compremos de acordo, exerçamos, vigorosamente, nossos direitos de usar, reparar e modificar nossa propriedade inteligente e apoiar os esforços para fortalecer esses direitos. A ideia de propriedade ainda é poderosa em nossa imaginação cultural, e ela não vai morrer facilmente. Isso nos dá uma janela de oportunidade. Espero que possamos aproveitá-la.

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Nota de Claudio Estevam Próspero:

Defendo uma solução diferente para estas questões ligadas à propriedade: não sua reafirmação ou complicadas reformas dos Direitos de Propriedade. E sim sua Total Substituição por arranjos que privilegiem o Acesso com Regulação de Privacidade de Dados (considero interessantes as propostas BlockChain para o assunto). Para uma proposta parcial sobre o assunto (substituir propriedade por acesso total), ver:

 terça-feira, 20 de janeiro de 2015
Como poderia ser Um Dia na Vida de uma Sociedade que evoluiu para além da Economia de Mercado Capitalista (Eficiência de Mercado - Lógica do Dinheiro - Modelo Financista)#Estilo_Vida, #Fator_Humanidade, #Liberdade, #Movimento_Zeitgeist, #Pos_Capitalismo, #Pós-Escassez

http://reflexeseconmicas.blogspot.com.br/2015/01/como-poderia-ser-um-dia-na-vida-de-uma.html

Para evitar as desqualificações automáticas (sem avaliação de propostas), exemplo: taxações de propostas como Comunismo, Socialismo, etc. (sem desmerecer as propostas dos que defendem estas ideias), ver:

 sexta-feira, 13 de janeiro de 2017

Comunismo VS. Economia Baseada em Recursos - Um Guia Definitivo e Como a EBR Será Originada