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segunda-feira, 6 de agosto de 2012

Como reconstruir seu projeto de BI

Como reconstruir seu projeto de BI
Prioridade dos CIOs, o Business Intelligence agora tem grandes fornecedores, tecnologias emergentes e novas metas corporativas. Saiba como fazer o upgrade da tecnologia. 

Murilo Ohl 

Nos últimos anos, os CIOs sofreram para colocar à disposição de suas empresas ferramentas de Business Intelligence capazes de buscar dados, gerar relatórios e publicar indicadores de negócio. Mas as empresas ainda não estão satisfeitas com o nível de informação que os sistemas atuais oferecem. Dizem que o BI ajuda a olhar a organização pelo retrovisor, mas não informa o que vem pela frente. De acordo com o Gartner, é preciso enxergar a tecnologia de uma forma mais ampla. Além de indicadores para medir o desempenho dos negócios, uma aplicação precisa propor inovação, melhorar o alinhamento e descobrir oportunidades. 

Pensar em Business Intelligence hoje é algo bastante diferente do que era há três anos. Os CIOs e as empresas acompanharam essa transformação."Como trata-se de uma tecnologia muito importante para as organizações, por causa das informações que gera, os líderes de negócio exigem que os CIOs mantenham o tema em sua agenda de forma quase que permanente", afirma Ricardo Chisman, sócio da consultoria Accenture. De fato, como ocorreu nos últimos três anos, em 2008 o BI está no topo das prioridades tecnológicas de CIOs em todo o mundo, segundo o Gartner. Em 2011, o faturamento mundial do setor deve atingir 7 bilhões de dólares. Até lá o segmento deve crescer por volta de 9% ao ano. Em países como o Brasil e México, que ficam um pouco atrás na curva de adoção, o Gartner prevê investimentos maiores e crescimento acima de 10%. 

Além de ser alvo das preocupações dos CEOs e diretores, o BI virou um assunto quente por causa da rápida consolidação de mercado, que jogou os provedores mais tradicionais de ferramentas nas mãos de grandes fornecedores de TI. A Oracle comprou a Hyperion, a SAP adquiriu a Business Objects e a IBM levou a Cognos. Segundo o Gartner, essa consolidação da indústria deverá ser positiva para as empresas usuárias, abrindo espaço para o aparecimento de tecnologias inovadoras. Isso porque os líderes de mercado provavelmente se concentrarão em aumentar o uso das aplicações que dispõem, enquanto novos provedores devem surgir trazendo produtos diferentes, com recursos ainda inéditos, como, por exemplo, a visualização interativa de dados. 


Projeto corporativo


Na fase atual, a expressão da moda é projeto corporativo. CIOs e fornecedores recorrem ao jargão para explicar como devem ser as ferramentas. Em sua maioria, as primeiras experiências com BI ocorreram em áreas específicas da empresa e tinham ambições mais modestas. Os novos projetos visam desenvolver uma solução de análise capaz de servir a toda a corporação. "A idéia é que os usuários tenham acesso a uma mesma interface, com diferentes visões de acordo com a área, e diferentes habilitações para fazer o detalhamento da informação", afirma Elizabeth Faria, gerente sênior de consultoria de vendas da Oracle. Também está implícita na idéia de projeto corporativo a intenção de envolver o alto comando da empresa no desenvolvimento. Melhorou a compreensão de que o BI é uma iniciativa do negócio, ou do próprio CEO, e que a função da TI é dar apoio tecnológico. "Os CIOs devem esquecer a tecnologia e tentar entender a necessidade de negócio, ver que funções são feitas pelo Excel e mostrar que resultados os usuários vão ter com o BI", afirma Rubens Nascimento Pinto, diretor de TI da indústria farmacêutica Boehringer Ingelheim. 

O desafio para as empresas será justamente fazer a evolução de um uso departamental para aplicação de grande alcance, capaz de atender a todas as demandas de uma organização por informação, tarefa que exigirá a revisão de processos e a adoção de melhores práticas. Para muitas companhias, preservar os investimentos já realizados na tecnologia se mostrará inviável. "Será necessário iniciar um novo projeto do zero, com a aquisição de ferramentas novas", afirma José Carlos Pimentel, vice-presidente de soluções de negócios da CPM Braxis. Justificar esse gasto não será simples, uma vez que a maioria das empresas já fez investimentos significativos em BI. "É uma decisão que deve ser tomada pelo alto comando da empresa, que vai dizer qual é a importância que essa solução tem para o crescimento do negócio", diz Pimentel. 


Que tipo de BI escolher?


Atualmente não dá mais para pensar em um único tipo de sistema de Business Intelligence. Segundo a consultoria Aberdeen Group, a tecnologia avança puxada por dois movimentos complementares: um de expansão e outro de concentração. "A primeira pergunta que o presidente de uma empresa deve fazer é: o que quero medir?", diz Pimentel. A resposta indicará se a companhia espera uma ferramenta acessível a muitos empregados ou um sistema de alto desempenho destinado a usuários extremamente preparados para lidar com aquele tipo de informação. 

A tendência de adoção de uma grande solução corporativa é apontada como uma das duas forças que devem caracterizar as implementações de BI nos próximos 24 meses. Do lado da expansão, as organizações sentem a pressão para ampliar o uso do sistema e a oferta de mais informações para mais pessoas. Cerca de 80% das empresas consideram a entrega de dados relevantes para mais funcionários como prioridade do negócio, ainda que 37% delas não tenham verificado aumento no uso do BI atual. Com o objetivo de popularizar a aplicação entre funcionários e melhorar o desempenho das áreas operacionais, as companhias tentam superar obstáculos para a adoção da tecnologia. 

Entre as metas dos novos projetos, segundo o Aberdeen Group, estão: estender o acesso de informações relevantes para novos stakeholders que foram mal atendidos nas primeiras ondas, melhorar a entrega de informações para usuários por meio de métodos self service e reduzir o tempo de conclusão dos projetos de forma a acelerar o processo de decisão. 

Conforme as empresas buscam oferecer Business Intelligence para usuários menos técnicos, especialmente para pessoas que nunca tiveram contato com a ferramenta, a nova meta dos CIOs é encontrar formas de entrega da solução que facilitem a vida dos executivos. Isso propiciará, de acordo com o Aberdeen Group, o surgimento de soluções que estão inseridas em outros sistemas de gestão, como por exemplo o ERP ou o CRM — 38% das empresas já usam o BI dessa maneira. Outra tendência será o surgimento de soluções sob demanda ou como SaaS (software-as-a-service). Hoje, 19% das empresas no mundo contratam a aplicação nessa modalidade e outros 31% pretendem adotá-la. 


Alta velocidade


Outro objetivo dos sistemas de Business Intelligence é medir em alta velocidade o desempenho dos negócios. Está aí um dos motivos principais que puxam os projetos, segundo o Aberdeen Group. As aplicações estão ficando mais focadas na melhoria da eficiência das atividades corporativas diárias, como relacionamento com clientes e fornecedores, finanças, logística, desempenho de vendas ou acompanhamento da produção. As companhias também querem usar BI para assegurar o acesso em tempo real a informações críticas. Para isso, investem em funcionalidades, em novas tecnologias e em serviços que aceleram a entrega desses dados para os usuários. Na avaliação do Aberdeen Group, das empresas que investiram adequadamente para aumentar o desempenho dos negócios, 63% conseguiram melhorar a agilidade para tomar decisões nos últimos 12 meses. Companhias que optam por esse tipo de BI focado querem ir mais fundo na exploração dos dados já existentes, com a finalidade de acelerar as decisões, tomadas em dias, horas ou em tempo real. Enquanto uma solução tradicional de Business Intelligence visa fornecer informações baseadas em análises de dados históricos, os projetos agora tentam explorar o potencial do software para informações do tempo presente. Alguns dos novos fornecedores que começam a aparecer tentam responder a essas demandas operacionais e são focados em analisar fontes de dados em tempo real ou quase. Entre os resultados prometidos para os usuários estão o gerenciamento das atividades de negócio minuto a minuto, respostas rápidas às necessidades de clientes e fornecimento eficiente de informações para outros funcionários. 


Teste as novas tecnologias


Segundo o Gartner, as funções de busca, relatório e Olap (online analytical process) que caracterizaram as primeiras ferramentas de BI ficaram tão semelhantes entre si que já não trazem diferencial para as empresas. A maioria dos fornecedores até inclui esses recursos, agora básicos, em outros produtos. A Microsoft, por exemplo, adicionou funcionalidades de BI ao SQL Server 2005. Os fornecedores que não foram adquiridos, como a Microstrategy, o SAS ou a InformationBuilders, por exemplo, devem se associar a fornecedores de aplicações para vender esse tipo de tecnologia de forma embarcada. Nessa próxima fase, de acordo com o Gartner, o BI manterá o status de aplicação estratégica graças a uma série de novas tecnologias que estão surgindo, na maioria das vezes pela oferta de fornecedores especializados, ainda pequenos, mas capazes de oferecer preços mais competitivos e modelos de negócio mais flexíveis. Segundo o Gartner, essas tecnologias podem ter maior impacto no desenvolvimento dos sistemas nos próximos cinco ou dez anos. A busca corporativa é um dos terrenos que devem ser incorporados ao BI. Um dos fornecedores mais avançados nessa área é a Fast Search, empresa que está sendo comprada pela Microsoft, e usa seu mecanismo de pesquisa não apenas para encontrar relatórios existentes, mas também para criar novas análises a partir da digitação de uma palavra-chave. Essa tecnologia será importante para a pesquisa de informações em fontes de dados não-convencionais, como e-mail, mensagens instantâneas, wikis e feeds de RSS. Segundo o Aberdeen Group, cerca de 40% das empresas planejam investir na pesquisa de dados em bases não-estruturadas nos próximos 12 meses. 

O emprego de SOA (arquitetura orientada a serviços) pode ser uma das armas para os fornecedores remanescentes de BI enfrentarem IBM, SAP e Oracle. Isso dependerá da capacidade desses provedores de lançar um novo modelo de negócio, mudando do esquema formal de licenciamento para um novo, baseado na venda de componentes da aplicação. 


Alerta de negócio na Boehringer


Na fabricante alemã de medicamentos Boehringer Ingelheim, o projeto de Business Intelligence já está entrando na terceira fase. A empresa seguiu a estratégia de começar com um escopo modesto, de caráter operacional, baseado em pequenos data marts. Conforme os resultados iam aparecendo, o projeto era levado a outras áreas. Após um ano e meio, quando a organização já compreendia com clareza os benefícios do sistema, passou-se para uma abordagem mais estratégica. "Na segunda fase, foi construído um cockpit de informações gerenciais que reúne os principais indicadores de negócio e os grandes projetos da empresa", afirma Rubens Nascimento Pinto, diretor de TI da Boehringer Ingelheim. O cockpit, responsável pela visualização das informações, é o XCelsius, da Business Objects. A base da ferramenta de BI é da Cognos, agora IBM Cognos. 

Na terceira fase, o laboratório prepara-se para dar o salto que permitirá fazer simulações de cenários de negócios em tempo real ou, como diz Nascimento Pinto, responder a perguntas que começam com a expressão "e se". Ao mesmo tempo, a empresa prepara-se para fazer o upgrade para a versão 8 do Cognos. 

Com as novas tecnologias, será possível criar regras de negócio que comparam metas e resultados obtidos. Assim, se algum indicador estiver abaixo do esperado, o sistema dispara uma mensagem de alerta. Com isso, em vez de esperar o fim do mês para avaliar o desempenho das áreas, a empresa pode detectar, por exemplo, uma queda de vendas em tempo real e tomar as providências para assegurar o cumprimento dos objetivos ainda no mês corrente. 

Segundo Nascimento Pinto, encontrar o ritmo certo de evolução da aplicação é fundamental para o sucesso do projeto. "Cada etapa de implementação deve ser monitorada", afirma. "Assim é possível ter segurança da evolução." 


Sistemas em paralelo na Vivo


A operadora de telefonia celular Vivo tem uma diretoria de Business Intelligence com 150 profissionais especializados na interpretação e na gestão de informações para o negócio. Essa diretoria tem hoje uma atividade crítica dentro da operadora, que é o desenvolvimento da inteligência de marketing. Para criar essa área, a Vivo centralizou processos em um sistema único de dados para todo o Brasil, após ter concluído um processo de unificação de seis data warehouses legados, utilizados pelas operadoras que deram origem à Vivo. Atualmente, a base contém 76 terabytes de dados e é utilizada por 1 200 usuários. O banco de dados é Teradata e as principais aplicações de gestão de informação são fornecidas por SAS e Microstrategy. 

Em paralelo ao projeto na área de marketing, a Vivo possui um outro sistema de BI, responsável por fazer a gestão da rede celular da empresa. Um painel de controle, acessível pela intranet, permite o acompanhamento instantâneo de informações críticas para a vice-presidência de redes e tecnologia da operadora, independentemente das três bases (Oracle, SQL Server e Domino), que armazenam os dados. Numa mesma tela é possível acompanhar 21 indicadores operacionais sobre aspectos econômicos, de qualidade, processos, falhas, disponibilidade de equipamentos e andamento de projetos. "Com um cockpit de luzes verdes e vermelhas é possível saber em tempo real onde a operação está normal e onde não está", afirma Javier Rodriguez Garcia, vicepresidente de redes e tecnologia da Vivo. 

A interface, desenvolvida pela Information- Builders, também oferece previsões sobre a evolução da rede. Atualmente, 1 300 funcionários da área de redes e tecnologia usam a ferramenta de BI. "O desafio do projeto era tornar a informação disponível de forma rápida e automática para qualquer atividade", diz Rodriguez Garcia. 


Outsourcing de BI


À medida que as empresas buscam oferecer indicadores de negócios para funcionários que não foram tradicionalmente atendidos pelo BI, novos métodos de entrega devem surgir. Um desses é o SaaS (software-as-a-service). De acordo com o Aberdeen Group, 31% das empresas têm planos de acessar aplicações analíticas por meio de um provedor terceirizado. Estão incluídas variantes do SaaS como hosting, appliance com a aplicação e software on demand. A CPM Braxis, no Brasil, pretende ser um provedor de Business Intelligence sem ser fornecedora de uma aplicação. A idéia da empresa é prestar serviços em torno da tecnologia. "Podemos reunir fábrica de software, melhores práticas de implementação e monitoramento do desempenho", afirma Geovani Altacho, gerente de Business Intelligence da CPM Braxis. O Gartner alerta que em uma oferta de SaaS, o fornecedor deve estar comprometido com o modelo. Provedores que têm ofertas híbridas de licenciamento e serviço não terão sucesso. 

O BI é uma das áreas que mais serão beneficiadas por uma nova onda de interfaces visuais mais criativas, amigáveis e customizáveis. Segundo o Gartner, em dois anos os principais fornecedores terão adotado o Adobe Flash (ou algum produto similar) e passarão a oferecer recursos de visualização interativa. Dos fornecedores de BI presentes no Quadrante Mágico do Gartner, a maioria oferece alguma ferramenta de desenvolvimento rápido de aplicativos, combinada com recursos de visualização interativa. Isso permitirá que usuários de áreas de negócio consigam desenvolver por conta própria dashboards e cockpits mais atraentes visualmente ou, pelo menos, mais adequados aos seus respectivos departamentos. "Os usuários não são técnicos e precisam utilizar as informações da maneira mais simples possível, de preferência integrando os dados a planilhas e apresentações que são de uso comum", diz José Duarte, presidente da SAP para a América Latina. 

As ferramentas de BPM (Business Performance Management) devem possibilitar ao BI fazer a gestão do desempenho de maneira antecipada, deixando para trás o papel de aplicação passiva. A gestão do desempenho é crucial para as áreas de finanças e foi considerada a principal prioridade das iniciativas de BI por 66% das empresas, numa pesquisa realizada na Europa. Por isso, resolver a qualidade e o desempenho do software também é uma espécie de pré-requisito para avançar em projetos de BPM. "A gestão da performance é uma camada acima, que sintetiza os resultados obtidos pelo BI e serve para o alto comando de uma organização controlar informações sobre o desempenho dos negócios. É possível ter BPM sem BI, mas o trabalho de consultoria para saltar essa etapa é muito grande", diz Michael Wooton, especialista de pré-vendas para a área de finanças do SAS, fornecedor de software para as duas tecnologias. 


Conheça os 4 fatores de sucesso


É quase lugar-comum dizer que a participação ativa das áreas usuárias é fundamental no desenvolvimento de projetos de Business Intelligence. No entanto, a questão continua sendo fator de diferenciação entre as empresas que obtiveram sucesso nas iniciativas e as que não tiveram. Ao lado dessa constatação, o Gartner enumera outros quatro fatores de sucesso para uma implementação da tecnologia. 

O primeiro, é pensar grande e implementar por etapas. Entre os benefícios dessa abordagem está a capacidade de conduzir o projeto de acordo com a capacidade de investimento da empresa. Ao mesmo tempo, essa tática dá ao CIO argumento para novos investimentos complementares no futuro. Outra vantagem é poder demonstrar resultados antes de o projeto estar completamente concluído. Mas essa estratégia não deve ser confundida com uma implementação departamental, erro típico da primeira onda da tecnologia. Entre os riscos a serem evitados estão: a proliferação de fornecedores, os nichos de conhecimento impossíveis de ser explorados por toda a organização e a ineficiência em termos de custo e de uso da ferramenta. 

O segundo fator de sucesso para um projeto de BI é a qualidade dos dados. Para uma aplicação de análises estratégicas ganhar popularidade entre os usuários, a confiabilidade das informações é um componente fundamental.A falta de confiança dos funcionários é a razão mais comum para o fracasso dos projetos. Como resolver essa questão? A recomendação é validar os dados com os usuários no início do projeto. Essa tarefa deve assegurar a qualidade de itens fundamentais, como metadados do BI, KPIs (key performance indicators), dimensões e medidas. Antes de seguir em frente, todas as áreas devem aceitar como os metadados foram definidos. 

Em terceiro lugar, é preciso avaliar quais são os fatores externos que influem numa estratégia de adoção do BI. Segundo o Gartner, cada organização ou segmento têm características próprias, que mudam a estratégia de abordagem. No setor financeiro, por exemplo, o projeto deve levar em conta as exigências regulatórias e de compliance e as tecnologias relacionadas a essas regras. Por último, o Gartner mostra que empresas que montaram um centro de competência dedicado ao BI normalmente alcançam sucesso em suas implementações. Esse centro será responsável por manter e desenvolver competências na tecnologia e por transmitir esse conhecimento para o resto da organização. Por fim, uma última recomendação do Gartner: mantenha um processo para ajustar o BI conforme as metas de negócio mudem. Ele não sairá da lista de prioridade dos CIOs tão cedo. 


Projeto corporativo na T-Gestiona


A T-Gestiona, empresa de serviços compartilhados do Grupo Telefônica, decidiu adotar uma solução única de BI para toda a organização. O contrato foi fechado no final do ano passado com a IBM Cognos e a primeira fase do sistema entra em produção neste mês. Trata-se de um projeto corporativo, que visa administrar melhor os indicadores de nível de serviço dos contratos que a organização mantém com clientes como Unibanco, Nokia, Motorola, LG e com outras companhias do grupo Telefônica, como Vivo, Terra e Atento. "Controlar os acordos de nível de serviço é uma tarefa importante para que a empresa consiga manter uma margem de segurança entre o contrato com o cliente e a capacidade de entrega do processo", afirma Paulo Príncipe, superintendente de TI da T-Gestiona. 

O valor total de investimento no projeto de Business Intelligence deve ficar entre 800 mil reais e 1 milhão de reais, incluídas a implementação e a compra de licenças. Como item complementar ao sistema de BI, a empresa contratou da IBM Cognos um software de planejamento orçamentário, que deve entrar em operação a partir de abril. Na seqüência, ainda este ano, será adotado o BSC (Balanced Scorecard), para a gestão estratégica dos indicadores de serviços. 

A primeira fase do projeto vai atender a área de serviços de logística, uma das principais unidades de negócio da companhia. As outras são RH, contabilidade, finanças e serviços imobiliários e devem estar concluídas ainda neste ano. Na área de logística, a empresa faz a distribuição de celulares para lojas da Vivo e de modems para o serviço de banda larga Speedy, da Telefônica. Além de relatórios, o sistema de BI vai fornecer indicadores de negócios que terão atualização horária, diária ou mensal, dependendo da informação. Cada diretoria poderá acompanhar seus indicadores por meio de uma tela de plasma. A solução estará integrada ao SAP, principal sistema corporativo. Aplicações operacionais, como o Peoplesoft, que faz toda a parte de gestão de serviços terceirizados de RH, também devem alimentar o BI com dados. 

Info Corporate Online –

http://info.abril.com.br/corporate/edicoes/54/arquivos/6628_1.shl

[REVIE] Estratégias de Inteligência de Mercado crescem nas empresas

Publicação original = Fórum SBGC-TIC  11/8/2009 11:53 AM


As ações de Inteligência de Mercado são focadas em clientes, tendências de mercado e concorrentes de acordo com pesquisa do IBRAMERC. As empresas estão buscando resultados mais rápidos e visíveis para a área de Inteligência de Mercado.

Esse resultado encaixa-se em artigo que escrevi recentemente sobre Inteligência Competitiva e Empresarial. Veja texto abaixo:

Como a teoria é, muitas vezes, diferente da prática no ambiente empresarial, a área de Inteligência Competitiva acaba abrangendo muito mais do que informações externas (mercado e concorrência), sendo responsável por demandas que incluem desde dados quantitativos e performance de produtos ao mapeamento inteligente de clientes.


Esses resultados mostram que a Análise Win/Loss de Clientes, Forecasting e Cenários Prospectivos já estão ganhando maior espaço no ambiente corporativo.

Essas técnicas fazem parte do Método REVIE (Rede de Valor para Inteligência Empresarial) – a Rede de Melhores Práticas para MKT e Vendas.

Processos, padrões e metodologias aplicáveis à Inteligência de Mercado com resultados rápidos e a necessidade de enxergar a cadeia de valor como um todo fazem parte da evolução da Inteligência Competitiva e Empresarial no Brasil.


Estratégias de Inteligência de Mercado crescem nas empresas

30 de julho de 2009

Por Redação

De acordo com pesquisa, mais de 83% das empresas já contam com estas iniciativas; nos próximos cinco anos, 37% das organizações entrevistadas terão um aumento significativo nos investimentos da área.

Em um momento onde as incertezas da economia mundial se transformaram nas grandes preocupações da maioria das empresas, as ações de Inteligência de Mercado acabaram se tornando a grande aposta das organizações para auxiliá-las nas tomadas de decisão. Isto é o que mostra a pesquisa “Panorama da Aplicação da Inteligência de Mercado no Brasil – Cenário 2008' , realizada pelo Instituto Brasileiro de Inteligência de Mercado – Ibramerc, entidade pertencente à Federação Brasileira de Desenvolvimento Corporativo – Febracorp.

Realizada com 132 empresas, sendo 55% pertencentes ao mercado nacional, um dos principais resultados da pesquisa está relacionado ao aumento destas iniciativas nas empresas. Em 2007, 72% das organizações realizavam ações de IM. Já em 2008, este índice subiu para 83%. “Iniciativas de Inteligência de Mercado estão ficando cada vez mais comuns entre as empresas, o que demonstra um claro amadurecimento do mercado”, explica Robson Alberoni, presidente do Ibramerc.

Outro ponto que merece atenção está relacionado à previsão de investimento na atividade nos próximos cinco anos. De acordo com os entrevistados, 37% das empresas terão um aumento significativo nos investimentos da área, ficando atrás dos 48% que responderam que haverá um aumento moderado. Apenas 13% responderam que os investimentos se manterão iguais.

A análise também apontou que 35% das ações de Inteligência de Mercado estão focadas nos clientes, seguido por 23% nas tendências de mercado, e 22% nos concorrentes. Os 18% restantes se dividem com ações focalizadas em supply chain, produtos substitutos, tendências macro ambientais, políticas governamentais, fornecedores ou outras atividades.

Outro dado interessante se refere à média do número de funcionários alocados para o exercício da atividade, que gira entre quatro e cinco pessoas. De acordo com Alberoni, “a média apontada na pesquisa consolida o processo de crescimento da área de IM nas empresas e mostra a necessidade de termos profissionais bem preparados para executarem as tarefas de IM com supremacia”.

http://www.metaanalise.com.br/inteligenciademercado/content/view/2257/29/

O GAP entre Inteligência Competitiva e Forecasting: antecipar o futuro – quem não quer?


Repasso mais um artigo da Daniela para reflexões. 

Seguem alguns comentários motivados pela leitura deste artigo: 

• Primeiro assino embaixo da recomendação da Daniela quanto ao tratamento de Cenários Prospectivos (no plural mesmo) de modo a prover os Gestores Estratégicos de insumos para preparação de conjuntos de diretrizes, através da Análise de Oportunidades e Riscos em cada cenário construído pelas áreas de Planejamento da Organização. Abaixo do artigo da Daniela copiei o artigo Planejamento de Cenários, com mais informações sobre o assunto. 

• Um segundo ponto que me chama atenção é a importância de pessoas qualificadas, primeiro para ter uma Boa Percepção do Ambiente da Organização, ou seja, com capacidades de "Radar" para identificar e priorizar as potenciais mudanças deste ambiente e seus efeitos sobre a Organização. Também qualificados devem ser os Gestores que tratam os Cenários identificados pelas áreas de Planejamento (o "Radar"). E a própria Organização deve ser qualificada para implementar as mudanças internas definidas pelos Gestores. Estas qualificações múltiplas constroem a vantagem competitiva da Organização, garantindo que ela seja Ágil, sem ser Hiper-Ativa, ou seja, as Ações são derivadas de Decisões que derivam de Percepções Válidas das mudanças do Ambiente da Organização. Já uma Organização Hiper-Ativa é aquela que gasta muita energia com movimentos sem razões objetivas, produzindo apenas desgaste e não resultados. 

No artigo abaixo, em relação a artigos anteriores: 
Inteligência Competitiva <=> Concorrentes
________________________________________ 
De: Daniela Ramos Teixeira 
Enviada: seg 22/6/2009 16:53 
Para: Claudio Estevam Prospero 
Assunto: [Inteligência Empresarial e Estratégica - Daniela Ramos Teixeira] O GAP entre... 

Este artigo foi publicado no portal do Ibramerc em 22/06/2009. Como já estive dos dois lados, trabalhando como gestora dentro de empresa e como consultora terceirizada, partilho com os colegas a minha visão sobre os ganhos da Inteligência Competitiva utilizando o Forecasting e como o modelo de negócio REVIE se encaixa neste cenário. 


O GAP entre Inteligência Competitiva e Forecasting: antecipar o futuro – quem não quer?

Poucas empresas, no Brasil, trabalham a Inteligência Competitiva no nível de Forecasting (ou Cenário Prospectivo). O que vemos, hoje, na maioria das vezes é o Cenário Conclusivo. Neste artigo, Daniela relata os principais erros das empresas e conta os ganhos da Inteligência Competitiva utilizando o Forecasting.


A Realidade no Brasil

Poucas empresas, no Brasil, trabalham a Inteligência Competitiva no nível de Forecasting (ou Cenário Prospectivo), construindo cenários analíticos prospectivos com recomendações para as empresas no curto, médio ou longo prazo. 

O que vemos, hoje, na maioria das vezes é o Cenário Conclusivo, e não de Forecasting (ou Cenário Prospectivo). Isso inclui, também, empresas prestadoras de serviços em Inteligência Competitiva. 

O Forecasting (ou Cenário Prospectivo) deveria englobar os 4 principais eixos de MKT e Vendas nas empresas: 

- Inteligência Competitiva; 
- Produtos/ Serviços; 
- Clientes e 
- Parcerias. 

Mas não é a realidade, hoje, das empresas brasileiras. Principais erros: 

- a empresa terceirizada é paga, na maioria das vezes, para fazer a identificação, a análise e a geração de Forecasting (Cenário Prospectivo); não o acompanhamento e a implementação de ações com a apuração de resultados. 

- lentidão da média e da alta gerência na implementação de ações identificadas pela análise e geração de Forecasting (Cenário Prospectivo). O imediatismo e a busca frenética pela resolução de problemas do dia-a-dia ajudam as empresas a serem ‘engolidas’ pela concorrência logo no curto prazo. 

- falta a visão macro na geração de cenários prospectivos. Em MKT e Vendas, tem-se que analisar os 4 principais eixos: Inteligência Competitiva; Produtos/ Serviços; Clientes e Parcerias. 

Para exemplificar tal situação, trabalhei num projeto de consultoria em inteligência estratégica e competitiva para uma empresa de Telecomunicações B2B (business to business), nos anos de 2007 e 2008. Um dos diferenciais do projeto foi o foco nos cenários prospectivos, analisando o que é crítico para o negócio no curto, médio e longo prazo. 

O planejamento de ações foi realizado com foco nos 4 eixos (Inteligência Competitiva; Produtos/ Serviços; Clientes e Parcerias), identificando oportunidades de negócio no curto, médio e longo prazo; mas os serviços de consultoria não incluíram o acompanhamento e a implementação de ações com apuração de resultados. 

Em poucos meses após a entrega do projeto, a empresa conquistou a conta de um cliente estratégico no Sudeste, sendo que o mapeamento inteligente de clientes realizado ajudou nesse sentido. Mas a empresa falhou em parcerias estratégicas: não focou no que foi identificado como crítico para o negócio no curto prazo (neste caso, nosso mapeamento foi até um ano), apesar das oportunidades que identificamos com a técnica de mapeamento inteligente de parceiros. 

Como consequência, essa empresa perdeu uma conta de bilhões e o seu principal cliente foi fazer negócio com o parceiro em potencial que tínhamos mapeado nos cenários prospectivos. Tudo isso em menos de um ano. 

E por isso ressalto que Forescasting (Cenário Prospectivo) não é sinônimo de longo prazo. 



Desmistificando o Forecasting

Há técnicas, ferramentas e métodos aplicáveis ao Forecasting. Mas não adianta preparar-se para a batalha e construir um ‘arsenal de guerrilha para Forecasting’ se falta o principal: intuição, percepção, ‘feeling mercadológico’ para antecipar tendências e movimentações não só da concorrência, mas também de parceiros, clientes, prospects e até mesmo de indústrias complementares. 

Resumindo: um apanhado de dados quantitativos não serve para nada para quem quer vencer uma guerra. Falta a tática, o ‘feeling estratégico’. 


O ‘Profissional Forecasting’: existe? 

Com a correria do dia-a-dia, há equipes que se perdem e focam apenas em ações imediatistas do tipo ‘apagar incêndio’. As demandas chegam e a área de Inteligência torna-se uma ‘fábrica de entregas’ preocupada em cumprir os prazos. 


É essencial que, ao menos, um profissional da equipe seja responsável pela visão mais estratégica da Inteligência: tendências e cenários analíticos com recomendações. Olhar o cenário macro para identificar e criar oportunidades para a empresa. 

É o profissional que, além de analisar os dados quantitativos e do passado/presente, se diferencia pela posição inovadora e visionária com foco na Inteligência Antecipativa, construindo cenários analíticos com recomendações para as empresas. O posicionamento na empresa desse profissional é tático-estratégico (TEIXEIRA 2007). 

O valor do profissional nesta área está diretamente relacionado ao nível de assertividade em antecipar movimentações certeiras do mercado, da concorrência e fazer as correlações com o ambiente interno da empresa. 

Esses profissionais existem, mas são poucos e nem é preciso mencionar que são disputados pelas empresas ou pelas próprias áreas internas. E quando se encontra um profissional desse nível, a grande questão é se ele/ela vai ser ‘ouvido’ na empresa. 

Há grandes desafios de comunicação e, por isso, é essencial que a direção executiva das empresas esteja envolvida em projetos de Forecasting e em contato direto com esse tipo de profissional. 

Esse posicionamento não garante que as ações sejam implementadas e bem sucedidas, mas certamente haverá um maior direcionamento e aceitação de iniciativas lideradas pelo board executivo, sendo possível reduzir o GAP existente entre a Inteligência Competitiva e as necessidades das empresas no nível tático e estratégico para o negócio. 

Outra barreira a ser vencida é que nem sempre a empresa está preparada ou quer ouvir as ‘más notícias’ da área de Inteligência Empresarial/Competitiva que deveria adotar uma posição neutra. 

A experiência também comprova que a empresa tende a dar maior importância quando essas ‘más notícias’ vêm de serviços contratados de empresas terceirizadas. 



Os Ganhos da Inteligência Competitiva utilizando o Forecasting

As empresas deveriam estimular mais as atividades de Forecasting nas equipes de nível ‘especialistas e consultores’ das áreas de negócio e Inteligência Competitiva/BI (Inteligência dos Negócios), com trabalho em conjunto de equipes multi-funcionais. Quem acaba fazendo este trabalho é o consultor de negócios (às vezes terceirizado) ou o gerente de desenvolvimento de negócios, de estratégia, de produto etc. 

Os ganhos para a empresa são maximizados, incluindo: 

- produção de conhecimento partilhado entre as equipes envolvidas. 

- agilidade na entrega do projeto e no mapeamento de oportunidades para gerar negócios. 

- monitoramento prospectivo em Inteligência Competitiva com a seleção dos principais indicadores e sinalizadores do mercado. 

- antecipação de tendências e movimentações do mercado e da própria empresa. 

- criação de oportunidades para as áreas de negócio. 


Uma técnica que pode ajudar a equipe a criar esse ‘hábito’ de desenvolver atividades voltadas ao Forecasting é o Jogo de Guerra Empresarial (Business War Game). 

A prática do War Game está muito além de ser apenas um jogo empresarial. O objetivo é treinar os participantes para análise e cenários possíveis, englobando o mercado, os concorrentes e o ambiente de negócio da empresa num jogo de guerra empresarial. 

A empresa tem um nível de conhecimento dos seus concorrentes, do mercado e da sua área de atuação. Diversas situações do contexto empresarial são simuladas, com regras claras e bem definidas, possibilitando ao grupo uma série de atividades como a tomada de decisões e a análise dos resultados dessas decisões no contexto da empresa. 

Dentre os benefícios para o participante: perda do medo de errar, maior exposição das suas opiniões, desenvolvimento de visão sistêmica da empresa e da habilidade de pensar como os concorrentes. 

As simulações de um Jogo de Guerra Empresarial vão ajudar a estruturar a análises de cenários e a identificar, dentre outros, qual é a melhor estratégia para driblar o(s) oponente(s). 

Esta técnica tende a ser dinâmica e propícia para a prática simultânea de conhecimentos, habilidades e atitudes gerenciais. 

O Jogo de Guerra Empresarial é uma das técnicas do Modelo de Negócio REVIE (Rede de Valor para Inteligência Empresarial) – a Rede de Melhores Práticas para MKT e Vendas, no eixo Inteligência Competitiva. 

O modelo de negócio REVIE é formado por processos, padrões e melhores práticas, tendo como proposta integrar as principais frentes em MKT e Vendas: 

- Inteligência Competitiva; 
- Produtos/ Serviços; 
- Clientes e 
- Parcerias. 


Foram mapeadas em torno de 20 melhores práticas em Inteligência Competitiva aplicáveis, sendo que há técnicas e ferramentas específicas para a definição, análise e geração de Forecasting (Cenários Prospectivos). 


* Daniela Ramos Teixeira é especialista em Inteligência Empresarial e Marketing Estratégico, atuando a mais de nove anos nessas áreas. Em 2008, criou o Modelo de Negócios REVIE (Rede de Valor para Inteligência Empresarial) - a Rede de Melhores Práticas para MKT e Vendas.

Maiores informações sobre o Modelo de Negócio REVIE ou sobre as técnicas, ferramentas e métodos para Forecasting, por e-mail: dteixeira@revie.com




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Postado por Daniela Ramos Teixeira no Inteligência Empresarial e Estratégica - Daniela Ramos Teixeira em 6/22/2009 12:08:00 PM 



Planejamento de Cenários

06 de maio de 2006 às 13:13 

1. O QUE É PLANEJAMENTO ESTRATÉGICO? 

O Planejamento Estratégico envolve tomada de decisões a longo prazo com base nos objetivos da organização. É projetado para ressaltar os pontos fortes e minimizar os efeitos dos pontos fracos da empresa. Por sua vez, a estratégia deve ser bem implementada para que a empresa atinja a vantagem competitiva desejada: a estratégia deve ser apoiada por estrutura, tecnologia, recursos humanos, recompensas, sistemas de informação, cultura, liderança e controle. A mais importante razão para que se faça planejamento estratégico hoje é que, como sempre, a realidade continua a mudar. Cada vez menos há espaço para improvisações e delongas em questões estratégicas, bem como, cada vez mais, a realidade empresarial se mostra inclemente e fulminante com as empresas amadoras, diletantes ou meramente intuitivas e que permite à empresa governar o seu futuro e ser pró-ativa, vindo a estabelecer uma relação dialética com o ambiente. Essa relação pressupõe que a empresa seja capaz de vir a influenciar esse ambiente, e não apenas ser influenciada por suas transformações cada vez mais intensas. O Planejamento de Cenários é um segmento do Planejamento Estratégico. 

2. O QUE É PLANEJAMENTO DE CENÁRIOS? 

Cenários são todos os eventos externos que influenciam as condições de gerenciamento das empresas. O planejamento de cenários representa um entendimento adotado pela empresa sobre algumas variáveis externas, sejam elas com desdobramentos trágicos e dramáticos ou não, que constituem o seu cenário de negócios. Nesta etapa, a organização precisa coletar materiais, efetuar análises e promover entendimentos sobre os elementos externos que, futuramente, podem afetar o desenvolvimento de suas atividades. De fato, trata-se de um planejamento de cenários de longo prazo, relacionando variáveis de análise externa e entendendo seus efeitos combinados, ao invés de, simplesmente, fazer previsões sobre o futuro. O cenário de trabalho constitui-se em ferramental essencial para uma adequada análise do ambiente. Para se planejar bem Cenários, é preciso ter fortes conhecimentos do ambiente competitivo e do macroambiente, ter senso crítico e uma visão bastante holística para se livrar das amarras de certos paradigmas existentes que acabam ofuscando ameaças e oportunidades vindouras. Em nível organizacional há certos paradigmas que devem ser quebrados na hora de se planejar algum cenário, por exemplo, existem velhos paradigmas a respeito da “invencibilidade dos EUA”, do “apego a um determinado modelo” e o de “evitar e temer mudanças”, mas a versão mais correta e atualizada desses paradigmas seria: “concorrência global”, “melhoria contínua de um modelo” e a de que “a mudança é uma constante”, respectivamente, além de outros tantos. Um paradigma importante a ser ressaltado é o fato das pessoas interpretarem o Planejamento de Cenários como sendo pessimismo, principalmente na hora de desenvolver cenários de fins trágicos e dramáticos, pois muitos têm a superstição de que ser pessimista é uma forma de atrair “coisas ruins” e “energias negativas”. No mundo globalizado não há espaço para superstições, principalmente na hora de se obter vantagens competitivas. Gestores de sucesso visualizam caminhos alternativos e oportunidades enquanto os pessimistas só enxergam problemas e obstáculos. Um exemplo disso foi a crise desencadeada a partir dos atentados terroristas de setembro de 2001, ao fazer balançar temporariamente o “capitalismo organizado” de todo o mundo, notabilizou o poder dos impactos externos sobre a vida das empresas. Em outras palavras, Planejamento de Cenários trata da elaboração de hipóteses alternativas do ambiente externo, muitas vezes com desdobramentos improváveis, dramáticos ou fins trágicos, sobre o futuro, a fim de se desenvolver uma estratégia. 

3. PIERRE WACK 

Pierre Wack era diretor de planejamento da Shell francesa e destacou-se pela sua percepção de cenários. Pesquisou e aperfeiçoou essas técnicas com base em métodos orientais e ao profurar o futurólogo Herman Kahn, analista da Rand Corporation que, na década de 40, havia lançado as sementes do planejamento de cenários ao imaginar histórias sobre o uso de armas nucleares. Atuando na Shell durante a década de 70, previu as crises de energia e do petróleo e possibilitou uma preparação da empresa para esse ambiente externo e, dessa forma, fazendo com que a Shell se destacasse das demais empresas petrolíferas. Em 1982, Wack saiu da Shell e começou a prestar consultoria para a Anglo-American, uma empresa mineradora da África do Sul. Pensou nos efeitos do apartheid para a companhia precavendo-a para as mudanças em trânsito. Clem Sunter, executivo da Anglo-American, aceitou os desafios propostos por Wack e contribuiu para que a população branca da África do Sul percebesse a importância de uma transição pacífica do apartheid. O Planejamento de Cenários foi comparado por Wack a uma caçada realizada por uma matilha de lobos, na qual é importante conhecer o terreno em que se caça para obter melhores resultados, ou seja, uma melhor caçada. 

4. HISTÓRICO 

4.1. Final dos anos 40 • O futurólogo Herman Kahn, jovem analista da Rand Corporation, cria histórias de como armas nucleares poderiam ser usadas por nações hostis. Esse é o começo do planejamento de cenários. • Enquanto isso, Pierre Wack estuda traduções místicas japonesas e indianas, aprendendo a conviver com pessoas que têm idéias diferentes sobre o mundo. 

4.2. Anos 60 • Os métodos de Kahn se tornam mecanicistas. • Kahn é procurado por dois planejadores da Shell: Pierre Wack e Ted Newland. 

4.3. Anos 70 
• 1971 – Wack e Newland unem forças na matriz da Shell, em Londres, com duas idéias-chave: a previsão de que a mudança no mundo árabe desestabilizaria o regime de petróleo existente; e a convicção de que ninguém estava preparado para fazer algo, embora todos no setor soubessem disso (na época, a maioria dos executivos do setor acreditava que as tensões no Oriente Médio logo se dissipariam porque a estabilidade dominada pelo Ocidente triunfaria (ela sempre triunfara). • Eles recebem apoio de vários executivos visionários da empresa e montam uma equipe para examinar todos os ângulos da questão, com especial atenção para as pressões enfrentadas pelos governos dominantes do Irã e da Arábia Saudita. 

• 1972-1973 – Os planejadores concluem: só um milagre evitará uma crise. O preço do barril de petróleo poderia disparar de US$2 para US$10. Apesar de resistência de alguns executivos, a Shell se prepara para este cenário cortando custos. • 1975 – O preço do barril atinge US$ 13 e a Shell fica numa posição invejável em relação às concorrentes. • 1979 – Com a revolução iraniana, o barril de petróleo chega a US$37. A Shell se destaca ainda mais de suas rivais. 

4.4. Anos 80 • Passa o choque e o setor vivencia uma bolha, com os traders apostando que o preço continuaria a subir. Os planejadores de cenários da Shell nadam contra a corrente e afirmam que a bolha vai estourar. As forças que mantinham coesa a Opep (a entidade dos países produtores de petróleo) se fragmentariam, a demanda de energia diminuiria e o setor teria de se entrincheirar. Mia de Kuijper, jovem planejadora da Shell, sugere que o petróleo vai se tornar commodity e surpreende a todos. Ted Newland enfatiza isso. 

• 1982 – Em uma apresentação para os executivos da Shell, Ted Newland cantou uma canção de ninar para descrever o iminente desmantelamento da Opep, cuja letra dizia mais ou menos o seguinte: "Humpty Dumpty estava sentado no muro. Humpty Dumpty levou um tombo em tanto". 
• Segundo Wack, o planejamento de cenários, em si, não era tão eficaz para mudar os "mapas mentais dos executivos". Em seu último ano na Shell, viajou pelo mundo tentando encontrar respostas a perguntas tais quais "o que é preciso fazer para apresentar o tipo de cenário que convence as pessoas a mexer-se?" e "o que as leva a detectar os fatores que criam tais futuros?". A resposta veio na forma de um diagrama chamado "a suave arte de “reperceber”, em que mostrava não só o estudo do ambiente de negócio (com cenários), como também um exame rigoroso e intuitivo da própria intenção da empresa, da vantagem competitiva (a la Michael Porter) e das opções estratégicas. Contudo, mesmo a Shell não conseguiu fazê-lo vingar – apesar de ter baseado uma série de workshops no processo de Pierre Wack. Wack deixa a Shell e começa a dar consultoria à empresa de mineração sul-africana Anglo-American e alerta sobre o fim do apartheid. 

• 1983-1985 – O preço do petróleo cai seguidamente e desencadeia uma onda de fusões no setor que termina por engolir três das sete principais empresas petrolíferas, conhecidas como as "Sete Irmãs". Clem Sunter, discípulo de Wack, faz uma contribuição fundamental na transição bem-sucedida para a economia pós-apartheid na África do Sul. Sugeriu dois cenários para seu país: um cenário de "estrada baixa", em que os brancos lutavam para manter o apartheid; e um cenário de "estrada alta", no qual aceitavam a inevitabilidade de uma sociedade multirracial e tentavam alcançar o tipo de crescimento econômico generalizado que permitiria que essa sociedade prosperasse (em parte, ao levar os negócios sul-africanos de volta para a concorrente da economia internacional). 

5. EMPRESAS QUE ADOTAM O PLANEJAMENTO DE CENÁRIOS 

5.1. Compaq Computer Corporation A Compaq identificou uma mudança no mercado e adotou uma estratégia visando a atingir diversos tipos de consumidores priorizando o desempenho. Inicialmente adquiriu sucesso com uma reputação de engenharia arrojada e inovação tecnológica aperfeiçoando métodos das empresas concorrentes. Em 1993, lançou uma linha de produtos de alto preço produzidos a um custo mais baixo e o resultado foi o pioneirismo no oferecimento de três micros do tipo desktop e dois do tipo notebook e o conseqüente aumento das vendas de suas linhas de produto.  

5.2. Volkswagen Caminhões A Volks lançou uma série de adaptações para caminhões objetivando atender as necessidades do consumidor brasileiro. Dentre essas adaptações estão estrutura para circular em estradas esburacadas, declives e pistas de terra; ângulo do pára-brisa respeitando a incidência dos raios solares no Brasil; e degraus de acesso à cabine cobertos pela porta para evitar a subida de ladrões quando o veículo está em movimento, o que ocorre em muitos assaltos. A Volks enxergou corretamente a demanda de seus clientes e, em 2003, três anos após sua inauguração na cidade de Rezende (RJ), era líder no mercado de caminhões que até então encontrava-se nas mãos da Mercedes Benzs há 33 anos. 

6. COMO FUNCIONA? 

As pessoas, em geral, têm medo de enfrentar e adotar comportamentos diferentes, ou seja, sentem-se inseguras frente às diversas mudanças com que se deparam. Por isso, é difícil convencê-las que um cenário é importante o suficiente para que tais mudanças sejam realizadas. Por outro lado, nem todos conseguem identificar fatores relevantes de um cenário que influenciará os negócios e, quando os identifica, nem sempre tomam medidas ou estabelecem planos para se preparar para eles. O modelo de planejamento de cenários que Pierre Wack, ex executivo de planejamento da Shell, elaborou foi: 

• Aumentar a consciência coletiva do mundo externo: saber o que ocorre ao seu redor que pode lhe influenciar; • Pesquisar atuais tendências-chave: perceber a influência que os cenários atuais têm sobre a empresa/negócio e enxergar seus fatores relevantes; 

• Determinar tendências previsíveis e incertas: devem-se levar em consideração todas as possibilidades; 

• Decidir quais incertezas são mais influentes; 

• Basear algumas histórias do futuro nessas incertezas: imaginar de que forma essas incertezas podem se concretizar, imaginar um fato que poderá ocorrer; 

• Passar algum tempo imaginando e analisando as implicações dessas histórias: pensar nas conseqüências que os fatos futuros podem acarretar; 

• Usar essas implicações para começar tudo de novo e desenvolver uma consciência das surpresas iminentes que você não pode ignorar: estabelecer estratégias e planos alternativos para minimizar as conseqüências sobre a empresa/negócio. Após a identificação de fatores relevantes presentes nos cenários, é importante tomar decisões estratégicas para manter-se competitivo quando da efetivação das mudanças previstas. 

7. IMPORTÂNCIA 

Três notórias importâncias sobre o Planejamento de Cenários são: percepção do ambiente, decisões estratégicas e vantagem competitiva. A utilização constante de planejamento de cenários é de grande importância para a empresa e também para os funcionários, pois a conversação estratégica estimula a percepção do ambiente externo, quais os fatores que podem mudar o ambiente e quais as conseqüências desta mudança dentro da empresa, promovendo a aprendizagem necessária para a organização decidir constantemente seu rumo. Os administradores ou executivos que têm essa percepção do ambiente, conseguindo organizar mapas mentais dos cenários criando hipóteses e soluções, tomam decisões que deixam a empresa preparada caso realmente ocorra uma desses cenários, adquirindo assim uma larga vantagem sobre empresas que não as utilizam. O ambiente empresarial atual não permite que uma empresa esteja muito e sempre a frente de outra porque as informações são facilmente distribuídas e a tecnologia evolui com grande velocidade: a todo o momento novos produtos estão sendo colocados no mercado. O fato de uma empresa ter uma equipe que planeja cenários com bases fortes e toma decisões estratégicas já a torna mais vantajosa, pois está preparada para o futuro. Os cenários, quando detectados corretamente e com as devidas tomadas de decisões e medidas para se preparar para eles, fornecem uma grande vantagem competitiva com a qual uma empresa tem a oportunidade de se destacar das demais. 

8. OBSTÁCULOS 

Mesmo sem motivos para não aproveitar tudo o que o planejamento de cenários pode oferecer, as empresas encontram alguns obstáculos para sua boa utilização. A resistência a mudanças é o principal obstáculo. A idéia de mudar o rumo que a empresa está tomando para um lado totalmente diferente assusta muitos funcionários, que sentem seus empregos ameaçados e, por esse motivo, é muito importante que a empresa ou a equipe deixe claro que as mudanças são baseadas em melhorias e incentive sempre seus funcionários a pensarem em cenários. O pequeno número de pessoas aptas ao planejamento, é também um grande obstáculo. Não são todos que conseguem criar hipóteses coerentes, de acordo com fatos e, ao mesmo tempo. tomar decisões em cima de previsões. Mudar todas as ações para um cenário incorreto não é interessante e, portanto, a empresa deve ter as pessoas certas trabalhando com cenários. 

9. CONCLUSÃO 

O Planejamento de Cenários é uma ferramenta de extrema utilidade para administradores, pois quanto maior o conhecimento dos cenários idealizados mais decisões concisas são tomadas. O problema é que para cenários lógicos serem formados é necessário uma mão-de-obra que possua uma percepção e uma análise bem apurada de ambientes externos, um espírito de mudança forte capaz de não obstruir sua ousadia, preparação para muitos de seus cenários nunca se concretizarem, o que é difícil de encontrar, pois, como vimos no caso da Shell, nem mesmo alguns executivos que trabalharam diretamente com Pierre Wack tiveram coragem para tomar decisões em cima dos cenários e muitos problemas que foram previstos e poderiam ter sido solucionados acabaram “estourando”. O diferencial presente nas empresas que adotam o sistema de Planejamento de cenários está justamente no preparo que elas têm para mudar. De nada adianta ter uma equipe dedicada ao estudo do ambiente externo a fim de elaborar cenários e ter executivos que não acreditam neles e, dessa forma, acabam tomando decisões que contradizem o planejamento. Devemos estar sempre prontos para uma mudança tanto em nossas vidas pessoais como nas profissionais e, nas corporações, isso não é diferente. Essa ferramenta se torna uma poderosa arma de vantagem competitiva quando combinada com uma mão-de-obra ousada e capaz, pois como vimos no caso da Shell, ela saiu do status de “irmã feia” e despontou como uma das maiores empresas do ramo depois das precauções tomadas baseadas nos cenários previstos por Wack, que dizia ter a sensação de ser os olhos de uma matilha de lobos e deveria avisar a todos tudo o que avistava depois de ter certeza de que o que estava na sua frente era plausível. Portanto, quanto melhor conhecermos o território por onde nossa matilha anda, melhor será a “caçada”, ou seja, quanto mais conhecimento desenvolvido para o planejamento do cenário, melhores serão as oportunidades para a solução dos problemas. 

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS 

KLEINER, Art. Pierre Wack e a “matilha” de executivos. HSM Management. Informação, conhecimento para gestão empresarial. No.39, ano 07, vol 04 – julho / agosto 2003. 

HEIJDEN, Kees Van Der. Planejamento de Cenários – A arte da conversação estratégica. Porto Alegre. Bookman. 2004. 

BATEMAN, Thomas S., SNELL, Scott A., Administração: construindo vantagem competitiva. São Paulo: Atlas, 1998. Autores: Thiago Duarte de Oliveira André Costa de Carli Gabriel Medeiros de Assumpção Jamil Ahmad Mourad Juliana Bittar Juliana Lins Piques Lucas Silva Viana 

Inteligência Empresarial: muito além do BI

Publicação original = Fórum SBGC-TIC  18/7/2008 1:20 PM

Boa tarde. 

Tenho a sorte de estar acompanhando o desenvolvimento dos trabalhos da Daniela desde os tempos em que a conheci no grupo de Gestão de Conhecimento da SUCESU-SP, já há alguns anos. 

Recomendo a leitura dos textos produzidos por ela, muitos dos quais estão disponíveis no site da SBGC – Sociedade Brasileira de Gestão do Conhecimento. 

Recomendo a leitura do Paper, de 04/2007, sobre o assunto. 


Segue um trecho como “aperitivo”: 
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As Faces da Inteligência: como direcionar a sua organização e definir o perfil profissional 

*Daniela Ramos Teixeira 

A aplicabilidade da Inteligência não deve se limitar a grandes organizações. É essencial que cada empresa, seja uma grande corporação ou PME (pequena e média empresa), construa o seu modelo de Inteligência. 

É crescente o número de organizações que investem em Inteligência para reduzir os riscos na tomada de decisão, melhorar o desempenho da equipe de vendas e MKT, neutralizar o avanço da concorrência e, mais recentemente, buscar na inovação o diferencial competitivo para agregar valor ao negócio. 

O objetivo da Inteligência é transformar informação subjetiva e desagregada em vantagem competitiva para agregar valor aos negócios. A aplicabilidade da Inteligência, dessa forma, não deve se limitar a grandes organizações. É essencial que cada empresa, seja uma grande corporação ou PME (pequena e média empresa), construa o seu processo de Inteligência, definindo o foco inicial de atuação bem como o desenvolvimento e a implementação do modelo (in-house, terceirizado ou híbrido). 

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Recomendo também: Inteligência Empresarial: muito além do BI disponível em: http://www.bucci.com.br/artigos/artigo_divulgacao_curso_gtreinar.pdf



Segue um trecho como “aperitivo”: 

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Inteligência Empresarial: muito além do BI

* Daniela Ramos Teixeira 

No cenário hipercompetitivo do ambiente empresarial, as táticas de guerrilha ganham projeção e seguidores cada vez mais fiéis. Dentre as técnicas para vencer a batalha predominam respostas rápidas ao mercado, parceiras estratégicas, grande conhecimento dos clientes, investimentos na mídia não-convencional e ações que surpreendam o cliente e também o concorrente. 

Há 50 anos, no surgimento do Marketing, já se falava em satisfazer as necessidades dos clientes; a partir da década de 90, exceder as expectativas dos clientes e encantá-los passou a ser o foco. Mais recentemente, gurus de MKT e Estratégia levantam a bandeira para a importância das empresas em ‘criar as necessidades’ nos clientes, desenvolvendo produtos/serviços que, além de competitivos, devem ser inovadores. 

Para que as empresas alcancem seus objetivos e saiam vitoriosas do campo de batalha diário, a proposta dessa abordagem é que seja trabalhada e desenvolvida uma ‘Rede de Valor para Inteligência Empresarial’ com foco: 

- no mercado/concorrência; 

- nos produtos/serviços; 

- nos clientes e 

- nas redes de valor de parceiros.